12 milhões de euros reanimam mina de grafite e criam 100 empregos

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Reabriu, hoje, a exploração de uma mina de grafite localizada no distrito de Ancuabe, em Cabo Delgado, empregando 100 trabalhadores num investimento de 12 milhões de euros.

A mina ficou paralisada durante cerca de 18 anos e foi reanimada através de capitais privados da Alemanha. O empreendimento (GK Ancuabe Graphite Mine SA), que tem como accionistas a AMG Graphit Kropfmuhl, uma subsidiária da AMG Advanced Metalurgical Group, e a Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM), está dotado de capacidade para processar nove mil toneladas de grafite por ano.

O Presidente da República, que presidiu à inauguração, disse tratar-se de um projecto estruturante com impacto directo na vida social e económica de todos os moçambicanos.

“A extracção de grafite está de volta através de actos concretos e este é um deles. O retorno à actividade da mina que esteve encerrada durante vários anos traduz o compromisso do Governo na criação de um ambiente de negócios apropriado para o sector privado”, disse Nyusi.

De acordo com Nyusi, este é um exemplo de como o sector privado pode contribuir para a materialização da agenda do Governo de promover o desenvolvimento económico integrado, inclusivo e sustentável.

O reinício da produção e processamento de grafite em Ancuabe, segundo Nyusi, é um marco crucial para desenvolver outros depósitos de minerais que ocorrem na província de Cabo Delgado.

“A empresa está a materializar a visão do Governo moçambicano no que tange à exploração sustentável de recursos naturais de que o país dispõe, assegurando que as gerações vindouras possam também beneficiar destes recursos”, explicou Nyusi.

Na ocasião, o estadista moçambicano garantiu que o Governo vai continuar a combater a exploração ilegal e organizar a componente artesanal de mineiros nacionais para que tenham acesso ao que lhes pertence de forma legal e estruturada.

O Chefe do Estado prometeu, ainda, reforçar a capacidade do Estado na inventariação do potencial mineiro existente em Moçambique.

“O mapeamento e a pesquisa geológica realizados depois da independência mostram que o país  é detentor de enormes quantidades de recursos”, afirmou.

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