Durante quinta e sexta-feira, os 820 ‘brigadistas’ suspenderam o registo dos potenciais eleitores, para reclamar o pagamento de 75% do contrato rubricado com o Governo.

Uma equipa do GTAPE (Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral) encontra-se no interior do país, desde sábado, para proceder ao pagamento dos ‘brigadistas’, para que possam retomar os trabalhos, precisou ainda a fonte do processo eleitoral guineense.

A mesma fonte disse à Lusa que os agentes do recenseamento estão a exigir um novo contrato para cobrir os 30 dias propostos pelo Governo para continuar com o registo de potenciais eleitores, além do dia 20 de outubro.

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, explicou aos ‘brigadistas’ que o Governo não estará em condições de assinar um novo contrato, mas sim uma adenda ao abrigo da qual vai pagar 250 mil francos CFA (cerca de 381 euros) a cada agente do recenseamento.

Quem não concordar com o valor é livre de abandonar o processo, precisou a fonte do GTAPE, reportando às orientações de Aristides Gomes.

Numa reunião entre uma comissão de representantes dos ‘brigadistas’ com o GTAPE, aqueles pediram que sejam pagos “pelo menos 300 mil francos CFA” (cerca de 459 euros) pelos 30 dias que vão trabalhar, disse a mesma fonte, sublinhando que ainda não há qualquer resposta do Governo.

Mesmo não tendo uma resposta quanto à exigência do novo valor a ser pago, todos os ‘brigadistas’ estão a trabalhar, indicou a fonte do GTAPE.

No âmbito do primeiro contrato, que vigorou entre 20 de setembro a 20 de outubro, os ‘brigadistas’ receberam cerca 600 mil francos CFA (cerca de 920 euros).

As eleições legislativas na Guiné-Bissau continuam previstas para 18 de novembro, apesar do atraso no processo de registo eleitoral.

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