Segundo noticia hoje a imprensa angolana, o acordo foi celebrado durante o AfricaCom 2018, a maior tribuna de telecomunicações, tecnologia e inovação a nível do continente, realizado na semana passada na Cidade do Cabo, na África do Sul.

“O acordo vai promover sinergias de canais de negócios, proporcionando aos angolanos e sul-africanos um melhor e mais rápido acesso aos conteúdos digitais que trafegam nas redes das duas companhias”, referiu António Nunes, presidente da comissão executiva da Angola Cables.

“Isso é particularmente importante para as instituições académicas, para as comunidades de jogos e para outras entidades cuja actividade exige grandes larguras de banda. Com o acesso direto à infraestrutura de rede da Broadband Infraco, passamos a estar mais próximos dos conteúdos digitais da maior economia africana, um dos centros das comunicações ao nível do continente, que se distingue pelo desenvolvimento tecnológico, inovação e qualidade de ensino”, acrescentou.

Por estes fatores, disse, a Angola Cables está a facilitar o acesso dos sul-africanos aos destinos alcançados pela rede da companhia angolana, um “passo importante” na expansão da conectividade em África, ligando duas das maiores empresas do setor no continente”.

O facto de o SACS ser o primeiro sistema de cabos submarinos de fibra ótica a ligar diretamente a África e a América do Sul, atravessando o Sul do Atlântico, faz dele uma rota completamente inovadora, mais rápida e eficiente para as comunicações entre os dois continentes, “desenvolvimento que vem trazer grandes vantagens em termos de capacidade e redução da latência e tempo de espera nas comunicações”.

“Esta conquista, promovida pela multinacional angolana de telecomunicações, Angola Cables, está a fazer de Angola uma referência obrigatória no mapa africano do setor”, sublinhou António Nunes.

O responsável da Angola Cables acrescentou que a ligação, associada aos acordos de parceria estabelecidos com outros grandes agentes do ecossistema internacional de telecomunicações, como a Silica Networks, está a potenciar o desenvolvimento dos negócios nos mercados em África, América Latina e no Médio e Extremo Oriente.

“Está a ser possível promover uma verdadeira revolução digital e contribuir com a criação de caminhos até então inexistentes, para fomentar intercâmbios de dados entre as empresas e utilizadores das diferentes regiões, com maior qualidade e velocidade”, notou.

Segundo António Nunes, a nova rota “mudará a dinâmica” do tráfego da Internet no hemisfério sul o que, combinado com o Monet e o WACS [Sistema de Cabos Submarinos da Costa Ocidental Africana], “alterará drasticamente” as opções globais de “roteamento” de tráfego digital, sobretudo porque o SACS é uma nova via para dados entre redes, grandes provedores de conteúdo e alguns dos mercados que mais crescem para o consumo de dados.

Realizado todos os anos, o AfricaCom é o maior e mais influente evento de tecnologia do continente africano, constituindo-se como uma plataforma que congrega as maiores empresas africanas do setor, organizações que lideram o processo de transformação digital de África.

A Angola Cables, criada em 2019, é uma multinacional angolana de telecomunicações que opera no mercado grossista, cujo negócio principal é a comercialização de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados através de sistemas de cabos submarinos de fibra ótica.

É um dos maiores acionistas do WACS, que liga a África do Sul a Londres, fornecendo serviços de nível de operador a operadores em Angola e na região subsaariana, tornando-se assim um dos maiores fornecedores de IP na região.

Os seus principais projectos – SACS e Monet – interligam três continentes – América do Sul, América do Norte e África -, bem como o Data Center de Fortaleza (Brasil), uma instalação de Nível III que irá interligar os seus sistemas de cabo, criando uma rede altamente conectada.

Hoje a empresa já opera um centro de dados (‘datacenter’) em Angola, o Angonap.

A Broadband Infraco é detentora de uma rede de fibra com mais de 14 mil quilómetros de extensão, cobrindo toda a geografia sul-africana, possuindo 156 Pontos de Presença (POP), tornando-se uma rede nacional estável de elevada capacidade, parceira para levar os serviços da Angola Cables ao mercado sul-africano.

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