Trata-se do escritor e investigador Timóteo Ulika, de nome próprio Cornélio Caley, que tomou posse na tarde de segunda-feira, no Memorial António Agostinho Neto (MAAN), em Luanda.

A cerimónia de investidura foi dirigida pelo presidente do Conselho de Administração da AAL, Boaventura Cardoso, que concedeu posse a Cornélio Caley, assim como fez a entrega do medalhão ao novo membro da academia eleito a 24 de Setembro deste ano.

A actividade contou também com a actuação do grupo coral do Instituto Superior de Arte (Isart), apresentando vários temas, com destaque para o recital do poema “Caminho Mota”, de Agostinho Neto.

Durante a oração de sapiência, sobre o tema “A natureza do texto literário angolano e seu percurso histórico”, o novo membro da AAL disse que nem todos os textos literários angolanos escritos em Angola devem fazer parte da história da literatura nacional, bem como os produzidos no tempo colonial, pois como questionou “será que esses textos influenciaram a literatura?”

Para Cornélio Caley, os textos literários nos últimos tempos tornaram-se num novo espaço de diálogo privilegiado entre o autor e a sociedade, buscando um mundo histórico, simbólico e cultural, recheada de sonhos, dramas, alegres e tristezas, assim como o escritor cria personagens que fazem tudo acontecer na dimensão do conto.

O novo membro AAL, visivelmente alegre, agradeceu os fundadores da academia e os membros pelos esforços que têm feito, pois dita o futuro brilhante de Angola que “todos nós auguramos para o nosso país” e por terem apoiado a sua candidatura.

A AAL existe desde 2016 e visa defender a criação literária e social, bem como a democracia criativa e crítica na vertente cultural e científica, como postulados inalienáveis da liberdade humana.

A instituição afirma-se como um espaço de liberdade e de responsabilidade cultural e social dos escritores e dos cientistas sociais angolanos.

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