“Entre as recomendações para garantir que os recursos petrolíferos de Angola são usados de forma transparentee eficaz, estão a crão de políticas que revejam a moldura institucional para separar e aumentar a clareza sobre os papéis das diferentes instituições no sector petrolífero”, diz o BAD. No relatório sobre as Perspectivas Económicas da África Austral (Southern Africa Economic Outlook), os analistas defendem também o “desenvolvimento de políticas de gestão das receitas do petróleo” e a “maximização dos recursos do gás para produzir energia eléctrica”.

Na análise regional das economias do Sul de África, divulgada na terça-feira em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim, o BAD nota que “as economias, do ponto de vista individual, têm pouca margem de manobra orçamental num contexto de baixo crescimento” e daí a importância de políticas que favoreçam o crescimento sem sobrecarregar o Orçamento do Estado.

“Os preços baixos do petróleo ajudaram a procura interna na região, apesar de Angola, o maior produtor e exportador da zona, continuar a viver os efeitos adversos dessa baixa”, aponta o BAD, acrescentando que a resposta das autoridades passou pela “introdução de medidas de consolidação orçamental, com o maior fardo a incidir sobre as despesas de investimento público”.

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