De acordo com a sinopse de “Marcas de um Passado”, dona Gonga, personagem que vai ser interpretada pela actriz Marcelina Afonso, não aceita que o filho Gaspar, interpretado pelo actor Eduardo, se case com a jovem Susana Dya Njinga, encarnada pela actriz Luana Dialundama, por esta ser de Malanje.

Da “rivalidade” de geração, a peça desenrola-se num ambiente de humor à mistura, cria empatia entre o público e os actores, que durante uma hora de espectáculo transportam em palco as histórias de um passado, que estão a desaparecer com o passar do tempo. Os anos passam e a história fica. É com esse propósito que o grupo, de acordo com o encenador Beto Cassua, traz à reflexão um assunto que era de difícil resolução, por estarem em causa questões de supremacia entre as duas regiões. 

“Esta é uma peça, com uma picada de humor acentuada, que reflecte acontecimentos verídicos que doravante fazem parte da história e que deve ser transmitida às novas gerações, por formas a conhecerem o passado”, disse Beto Cassua.

Apesar dos aspectos tradicionais estarem presentes durante à exibição da peça, como as vestimentas, alimentação, a localização do espaço geográfico, o grupo procura, fundamentalmente, abordar aspectos ligados à integração social, afasta as intrigas do passado causadas pelo regionalismo.

Escrita pelo encenador Beto Cassua, a peça evidencia a contradição existente entre os catetenses e malanjinos. 

O Etu Lene venceu, em 2002, o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Artes do Espectáculo.

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