Em nota enviada à agência Lusa, em Luanda, a petrolífera italiana explica que o campo Ochigufu está localizado a uma profundidade de 1.300 metros, aproximadamente a 380 quilómetros para norte de Luanda.

“Este arranque de produção, alcançado um ano e meio depois da apresentação do plano de desenvolvimento, é o primeiro de Eni em 2018, bem como o primeiro desde o início do ano em Angola. Isso representa um passo adiante no desenvolvimento do prolífico bloco 15/06, onde a Eni descobriu mais de 3.000 milhões de barris de petróleo e 850 milhões de barris de reservas”, explica a petrolífera.

A produção no campo Ochigufu é feita em conjunto, por ligação submarina, com o projeto Sangos e o navio FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading) N’Goma, no “West Hub” do bloco 15/06, operado pela Eni, com uma quota 36,84% do grupo empreiteiro, posição idêntica à da Sonangol Pesquisa e Produção, e juntamente com a SSI Fifteen Limited (26,32%).

Naquele bloco já estão em operação, progressiva, desde 2014, os campos Sangos, Cinguvu, Mpungi e Mpungi North, East Hub e agora o campo Ochigufu. Seguem-se, até 2019, no mesmo bloco, três outros projetos, que permitirão aumentar a produção global em 30 mil barris diários, garante a petrolífera italiana.

Em novembro último, a multinacional italiana anunciou que previa iniciar em 2018 e 2019 a operação em dois novos campos petrolíferos no ‘offshore’ de Angola, permitindo acrescentar 54.000 barris de crude à produção diária angolana.

A informação foi divulgada pela petrolífera italiana, presente em Angola desde 1980, com uma produção atual diária equivalente a 155.000 barris de petróleo, após a reunião, em Luanda, entre o presidente da Eni, Claudio Descalzi, e o chefe de Estado angolano, João Lourenço.

A petrolífera esclareceu, numa informação enviada à Lusa, que a reunião, na presença igualmente do ministro dos Recursos Minerais e dos Petróleos angolano, Diamantino Azevedo, serviu para abordar as atividades e projetos da Eni para Angola “para melhorar o acesso à energia e ao desenvolvimento socioeconómico”.

Em fevereiro de 2017, a Eni arrancou com sucesso a produção no East Hub do bloco petrolífero angolano 15/06, cinco meses antes do previsto, permitindo atingir os 150.000 barris produzidos diariamente “num período de tempo muito curto”.

A petrolífera italiana acrescenta que os direitos de exploração no bloco 15/06 foram, entretanto, “prorrogados até 2020”, permitindo assim que a Eni explore o potencial de produção naquela área. Estratégia que “em caso de sucesso” permitirá um desenvolvimento acelerado das reservas, “aproveitando as sinergias com a infraestrutura existente”, além de reduzir “significativamente” o tempo de colocação do crude no mercado.

A reunião entre o Presidente angolano e a líder da Eni abordou ainda o apoio da multinacional italiana à monitorização dos recursos de gás já descobertos em Angola, “para apoiar o mercado doméstico e a produção de energia”, garantindo que está a colaborar com a concessionária estatal Sonangol “para melhorar a eficiência das refinarias existentes e apoiar o desenvolvimento de futuras fábricas”.

Angola é atualmente o segundo maior produtor petrolífero em África, com cerca de 1,6 milhões de barris de crude diários, produção que está a ser limitada pelos cortes impostos pelos países produtores, como forma de subir a cotação internacional do barril de petróleo.

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