Ao falar no espaço Grande Entrevista da TV Zimbo, sobre o sector de seguros em Angola e a situação económica do País, o gestor da ARSEG considerou a adesão ao seguro de vida inferior, atingindo apenas menos de cinco porcento, tendo apontado a falta de cultura dos cidadãos como a principal causa desta baixa.

Considerou, por outro lado, a ligação entre o sector bancário e o mercado de seguros, que já acontece em outros países, como um facto que também começa a ser implementado em Angola, o que constitui uma vantagem na atracção de mais clientes ao mercado de seguros.

O gestor da ARSEG disse que actualmente os bancos comerciais começam a compreender que é positivo manter uma aliança com o sector de seguros, pois muitos bancos já começaram o processo de criação das suas próprias seguradoras.

Afirmou que a tomada da banca angolana é um passo importante na economia nacional, por significar a detenção das rédeas da soberania económica, que passa pela emissão e detenção da moeda nacional, bem como pela criação de um banco central, supervisor do sistema bancário.

A actividade de seguros em Angola existe desde 1922 e no final do período colonial apenas 26 seguradoras operavam no país. Actualmente 10 milhões de dólares norte americanos são necessários para a abertura de uma seguradora.

Actualmente, operam no País 27 seguradoras dos ramos vida e não vida.

A ARSEG está a trabalhar na criação de condições para entrada em funcionamento, ainda este ano, da Empresa Nacional de Resseguros (AngoRe,), que deverá reter uma boa parte dos riscos que são cedidos ao mercado internacional de resseguro.

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