Norberto Garcia reagia a notícias divulgadas, sexta-feira, depois de o presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), José Eduardo dos Santos, ter proposto a realização de um congresso extraordinário para dezembro deste ano ou abril de 2019.

O anúncio foi feito na abertura da 5.ª sessão ordinária do Comité Central do MPLA, tendo no comunicado final sido informado que terão lugar, este ano, duas reuniões de reflexão sobre a proposta apresentada, a primeira, em abril, pelo Bureau Político e a segunda, em maio, pelo Comité Central.

Segundo o secretário para a Informação do Bureau Político do MPLA, não houve rejeição da proposta do líder, mas sim um “melhoramento” da mesma.

“Estamos a evoluir positivamente, estamos a trabalhar com bastante harmonia e coesão, é evidente que há situações que, em sede das quais, poderá haver uma abordagem mais crítica, menos crítica, o que é normal, estamos em democracia e é isso que nós queremos, um partido cada vez mais democrático, cada vez mais aberto”, disse.

“Discussões houve e houve várias propostas, que não foi só esta. A verdade verdadeira é que perante o facto de ter havido discussão, desta discussão resultou aquilo que nós colocamos no comunicado final”, salientou.

Nos últimos tempos têm crescido os comentários na sociedade angolana sobre a existência de uma suposta bicefalia entre o chefe de Estado angolano e vice-presidente do MPLA, João Lourenço, e o líder do partido, José Eduardo dos Santos, onde se incluem críticas internas sobre a situação.

José Eduardo dos Santos, líder do MPLA desde 1979, anunciou em 2016, que este ano deveria deixar a vida política ativa, sendo esta a primeira vez que se pronunciou sobre o assunto, propondo que o congresso extraordinário seja realizado em dezembro deste ano ou abril de 2019, sem adiantar mais pormenores sobre este processo.

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