O posicionamento foi expresso hoje pela deputada Amélia Judite Ernesto, no final da visita que uma delegação parlamentar da UNITA efetuou à sede do gabinete provincial de Educação de Luanda, quando questionada sobre o anúncio da contratação de novos professores.

“Porque se houver uma outra pressão num determinado setor, o Presidente vem novamente a público, porque orientou isso, o país não pode continuar a andar com base na pressão, porque se houver aí uma pressão de médicos ou engenheiros, o Presidente vem a público e autoriza”, disse.

Seja como for, adiantou, a “iniciativa do Presidente da República, João Lourenço, sobre a contratação de novos professores deve ser seguida com ações concretas de execução e planificadas as reais necessidades do país”.

A chefe da delegação parlamentar da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), que falava à imprensa no final da visita, manifestou-se também preocupada com as “enormes dificuldades” por que passa o setor da educação no país e, em particular, em Luanda.

“Há, por exemplo, a questão do rácio alunos/salas de aula, sabem que Angola do ponto de vista educativo está na reforma e essa reforma deve estar incluída numa componente de forma completa”, referiu.

Segundo ainda Amélia Judite Ernesto, a reforma educativa em Angola “está a percorrer de forma insuficiente, como é o caso do excessivo número de alunos na sala de aula”, referindo-se ao rácio aluno/professor, o que afirma contradizer a reforma curricular.

“Há ainda um grande défice de infraestruturas do ensino público (…), agravando-se as condições de trabalho, são essas questões que constatamos e ouvimos aqui, o que implica um trabalho ainda mais aturado, planificado e projetado”, sustentou.

Questionada sobre a fatia incrementada no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2018, para o setor da educação, a deputada do maior partido angolano na oposição considerou tratar-se apenas de “tirar de um sítio e colocar no outro”.

“Claro que vai acudir, mas não vai resolver as grandes dificuldades que este setor enfrenta, porque a educação é a base e ela precisa de ser sólida”, rematou.

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