batom vermelho é minha marca registada desde sempre. Não sei dizer exatamente por que ou quando isso começou, mas ele faz com que me sinta eu mesma. E não é esse o poder da maquiagem? Claro que nem todo mundo acha isso. Talvez porque exista uma tensão entre a beleza e o feminismo – afinal, a maioria das coisas classificadas como femininas são taxadas de fúteis. Mas eu me recuso a acreditar nisso.

Muito do que nós aprendemos sobre nossos corpos e aparência é reflexo de um olhar masculino. Mas depende de cada mulher compreender o que essa conexão – como se sentem e aparentam para o mundo – significa para elas. Para mim, significa ter domínio sobre meus próprios instintos e perguntar: “Me sinto atraída por isso porque eu gosto disso ou estou tentando agradar a outra pessoa?” Meu marido diz que sou mais bonita quando não estou usando maquiagem. Mas isso só demonstra que, não importa quanto o ame, eu realmente uso batom vermelho para mim. E essa escolha é só minha e extremamente válida.

Outra coisa que eu adoro no batom vermelho: há algo muito democrático em como ele funciona para todo mundo. Por exemplo, na Women’s March [a Marcha das Mulheres], em janeiro do ano passado, muitas das organizadoras apareceram em Washington às 3 da manhã, com batom vermelho. Após 16 horas de passeata, depois de nos surpreendermos com um dia glorioso, também ficamos surpresas com duas coincidências: o frescor do dever cumprido estampado no rosto de cada uma e o Ruby Woo intacto nos lábios de todas. Nós tínhamos diferentes estilos de vida, diferentes tons de pele, mas o vermelho era universal.

E mesmo que os lábios vermelhos sejam minha assinatura, muitas vezes (quando estou com meus filhos de manhã, sem maquiagem nenhuma), me sinto muito bem sem eles. O fato de você estar ou não usando make não deve determinar como você se sente sobre si mesma. Ela deve simplesmente ser uma ferramenta para fazer você se sentir o máximo.

1370 a.C.
As rainhas do antigo Egito, como Nefertiti, usavam batom vermelho à base de sangue de besouros
Os anos 1940
Anúncios de beleza sob o mote “vermelho da vitória” elevavam o moral durante a Segunda Guerra Mundial
Os anos 1950
Estrelas de Hollywood, como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor, usavam tons vívidos nas telinhas
Os anos 1970
Na era da disco só dava make glam. Destaque para a diva do Studio 54, Donna Summer
1990
Madonna abalou com a turnê, Blonde Ambition. O visual marcante? Lingerie + batom cor Russian Red, da MAC. Só!
2012
Ícone de beleza, a dançarina burlesca Dita Von Teese nunca foi vista sem os lábios avermelhados
2018
Sarah Sophie Flicker faz uma declaração com lábios rubi, sua marca registrada

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