“Este é um desafio: nós queremos garantir que as grandes empresas do complexo mineral energético possam vir à Bolsa”, afirmou Salim Valá.

No quadro da Lei das Parcerias Públicas – Privadas, de 2011, as grandes empresas são obrigadas a dispersar, de preferência para cidadãos moçambicanos, entre 5% e 20% do seu capital através da BVM cinco anos depois do início da exploração.

“O desafio agora é a operacionalização. Este processo não pode ser feito de forma coerciva”, referiu Valá, lembrando que as empresas que dispersam o seu capital através da bolsa têm a vantagem de criar um ‘ownership’ local.

Além do desafio de trazer as multinacionais para a BVM, Salim Valá disse que o objetivo é ter as pequenas e médias empresas também listadas na bolsa.

“As pequenas e médias empresas representam 98% da paisagem económica em Moçambique e não podem ser deixadas de lado”, acrescentou Valá, lembrando que esta pode ser uma vantagem para que elas consigam financiamentos.

Atualmente, a BVM tem seis empresas cotadas em bolsa, nomeadamente as Cervejas de Moçambique (CDM), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose), a CETA Engenharia e Construções e a Matadouro Industrial (Matamo).

Em 2017, a BVM atingiu uma capitalização bolsista de 72.916 milhões de meticais (mil milhões de euros), com um valor de transações de 5.608 milhões de meticais (79,8 milhões de euros), de acordo com o relatório anual disponibilizado no portal da instituição.

A Bolsa de Valores de Moçambique foi criada em 1998.

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