“A ideia é um plano forte, mas simples, para que seja aprovado em tempo breve no Congresso. [Um plano] Anticorrupção e anticrime organizado. São as duas prioridades da próxima gestão”, afirmou Moro à imprensa, no final do encontro.

Em janeiro, Moro assumirá o Ministério da Justiça e da Segurança Pública no Governo do recém-eleito Presidente, Jair Bolsonaro, e garantiu que a insatisfação popular com a segurança foi um recado dado nas urnas pela população brasileira.

“As eleições transmitiram um recado de que a população está com uma grande insatisfação com a segurança pública, que é um problema sério, difícil de ser tratado, e precisa ser equacionado. Em parte, equacionado por medidas executivas, independentemente de leis, mas é um momento propício para apresentação de um projeto legislativo”, disse o juiz responsável pela Operação Lava Jato, citado pela Agência Brasil.

Questionado sobre o excesso de lotação das prisões do país, Moro admitiu que é preciso criar vagas nas instituições prisionais e defendeu um endurecimento da pena para quem pratica crimes graves.

“É inequívoco que existe, no sistema carcerário, muitas vezes, um tratamento condescendente, a meu ver, para crimes praticados com extrema gravidade. Casos de homicídio qualificado, de pessoas que ficam poucos anos presos em regime fechado. Para esse tipo de crime, tem que haver um endurecimento”, disse o juiz.

O encontro de Torquato e Moro durou menos de uma hora e o atual ministro desejou sorte ao juiz, acrescentando que se ele conseguir repetir a atuação “brilhante” que teve ao longo da sua magistratura, também garantirá o sucesso à frente da pasta.

Moro, por sua vez, disse ter a intenção de dar continuidade ao trabalho desenvolvido no Ministério: “A intenção é dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo realizado, aos bons projetos que estão a ser executados, para evitar uma perda de continuidade. Não sou daqueles que assumem e passam a reclamar de uma herança maldita”, garantiu.

O juiz irá assumir em janeiro o comando da pasta da Justiça, que vai ganhar estatuto de ‘superministério’, depois de agregar várias áreas do Governo, como a Controladoria-Geral da União e uma parte do Conselho de Controlo de Atividades Financeiras, além de acumular também o Ministério da Segurança.

O responsável pelo processo Lava Jato, que levou à condenação do antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção, aceitou, na passada quinta-feira, ser ministro da Justiça na administração de Jair Bolsonaro.

Lula da Silva foi condenado por corrupção e encontra-se a cumprir uma pena de 12 anos de prisão em Curitiba.

No âmbito desta operação foram presos ainda outros importantes políticos e empresários brasileiros

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