O Presidente da República reconheceu hoje, no Mindelo, o “trabalho e o empenho” dos artistas plásticos Luísa Queirós, a título póstumo, Bela Duarte e Manuel Figueira, os quais fizeram da sua arte um “verdadeiro modo” de vida.

Mas também, acrescentou Jorge Carlos Fonseca, na cerimónia em que atribuiu ao trio a 1ª Classe da Medalha de Mérito, “pesquisaram, lutaram, preservaram, ensinaram” e, sobretudo, assinalou, continuaram a criar e a celebrar a sua arte no país e no exterior.

Perante o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, autoridades locais, familiares e convidados, o Presidente da República lembrou que Bela, Luísa e Manuel “não são meros nomes de gente”, deixaram de ser sons que identificam pessoas, e passaram a ser “um discurso, uma proposta, um enunciado”.

É que, assinalou, esses criadores aliaram sempre a “magia da criação” ao quotidiano imediato das pessoas, souberam desvendar nessas parcelas “autênticas e originais” pedaços do universal ao ritmo do seu saber e da sua intuição.

“Manuel, Bela e Luísa continuaram a levar a sua criação artística a diversas partes do mundo, assumindo-se como importante partícula cabo-verdiana da criação universal, que a Nação agradece”, sintetizou Jorge Carlos Fonseca.

Aliás, o chefe de Estado lembrou, na ocasião, que foi este trio de artistas plásticos, mais “alguns companheiros”, que, em 1976, puseram de pé a Cooperativa Reisistência, ali mesmo no Centro de Artesanato, hoje CNAD, palco, desta cerimónia de condecoração.

“Estamos hoje aqui precisamente para homenagear esse movimento de reisistência e de mudança”, declarou o Presidente da República, inspirado, aludiu, no “saber tradicional dos nossos antepassados” e norteado pela valorização do património artístico popular das ilhas.

E hoje, mais de quatro décadas passadas, ajuntou, o fruto do seu labor e dedicação rodeia os cabo-verdianos, não só através das peças que produziram, mas sobretudo, reforçou, no ”legado de conhecimento transmitido”  aos seus alunos de então, hoje os mestres e professores, cujo trabalho também se confunde, actualmente, com o próprio Centro Nacional de Artesanato.

Coube ao filho de Bela Duarte, António Duarte, dirigir breves palavras de agradecimento ao gesto do Presidente da República, em nome dos homenageados, já que nem Bela Duarte, nem Manuel Figueira compareceram à cerimónia, por alegados motivos pessoais.

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