Em comunicado enviado à imprensa, a Cabo Verde Airlines indicou que já conseguiu “assegurar a proteção de 90% dos passageiros, estando os restantes 10% em processo de tentativas de acolhimento nas melhores circunstâncias possíveis, em companhias terceiras”.

“Estas são circunstâncias extraordinárias que estamos a enfrentar e prevemos que sejam resolvidas nos próximos dias por forma a restabelecer a operação a curto prazo”, adiantou o Conselho de Administração da companhia aérea.

A transportadora aérea pública cabo-verdiana lamentou “profundamente todos os constrangimentos causados”, referindo que “está focada” no plano de proteção dos passageiros até a retoma das operações, “prevista para os próximos dias”.

“Estamos a trabalhar incansavelmente para remarcar todos os nossos passageiros em voos alternativos e garantir que chegam ao seu destino da forma mais rápida e confortável possível”, prosseguiu a TACV.

Na semana passada, a Cabo Verde Airlines (TACV) anunciou que cancelou voos até ao dia 04 de julho devido a atrasos na reposição da frota, tendo acionado o programa operacional de proteção de passageiros.

Entretanto, a frota ainda não foi reposta e os voos continuam a ser cancelados.

A TACV está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão, de forma a preparar a empresa para a privatização.

A companhia começou a operar com dois aviões da Icelandair em novembro e, aquando da assinatura do acordo de gestão, em agosto, o Governo cabo-verdiano anunciou que a frota da empresa iria receber até ao final deste ano mais três aviões.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

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