"Calma, não há bruxos!", garantiu Luís Filipe Vieira esta quinta-feira

Foi assim que Luís Filipe Vieira respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a polémica dos emails e as acusações de bruxaria por parte do FC Porto. À saída da exposição Lisboa e Benfica — 20 Clubes, 20 Histórias, inaugurada esta quinta-feira à tarde na antiga sede do Benfica na Rua Jardim do Regedor, em Lisboa, o presidente foi curto em palavras, preferindo uma tirada irónica a comentar as acusações do diretor de comunicação e informação dos portistas.

Na terça-feira, Francisco J. Marques acusou o Benfica de recorrer a bruxaria durante o programa “Universo Porto de Bancada”, do Porto Canal, para conseguir obter os bons resultados das últimas épocas, partilhando um email trocado entre o presidente das águias e Armando Nhaga, comissário nacional da polícia da Guiné Bissau.

O clube de Lisboa manteve-se em silêncio, mas esta quinta-feira Luís Filipe Vieira não conseguiu esquivar-se às questões dos jornalistas, voltando a comentar o caso ao início da noite, na Luz, onde decorre o jantar anual com deputados benfiquistas.

“No nosso clube não existem atos praticados à margem da lei”

Dirigindo-se aos deputados durante o jantar, o presidente do Benfica garantiu que as acusações de que o clube tem sido alvo são “falsas e infundadas”, afirmando que o conflito desencadeado pelo FC Porto é “suicida”. “O principal bruxo é Rui Vitória”, disse, citado pelo Diário de Notícias.

“Nas últimas semanas, tentou-se criar um manto de suspeitas e condicionamento sobre todos os agentes desportivos, isto quando se aproxima o início de uma nova época. O Benfica foi brindado com uma sucessão de acusações, todas elas falsas e infundadas. Cabe-nos manter a serenidade e conservar a distância em relação a comportamentos que não são próprios da atividade desportiva e muito menos das relações que devem existir entre parceiros do mesmo setor de atividade”, afirmou, acrescentando que o clube não contribuiu “para este conflito suicida, que, no final, acabará por vitimar quem o desencadeou e alimentou de forma irresponsável”.

“No nosso clube não existem atos praticados à margem da lei, nem condutas que possam ser objeto de censura”, garantiu o presidente, acrescentando que “a seu tempo este facto ficará claro para todos. “O sucesso desportivo, a estabilidade financeira e a existência de uma organização muito profissional são motivo de incómodo para quem não pode orgulhar-se de estar num patamar de excelência como está o Benfica. Desenganem-se aqueles que pensam que nos fazem distrair dos nossos principais objetivos. Garanto que o nosso foco está no planeamento e preparação da próxima época para que, no final, possamos voltar a ter alegrias”, disse ainda.

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