Em declarações à Lusa, Miguel de Sousa, explicou que, das empresas nacionais que produzem cerveja, a ECM é a única com capitais 100% portugueses.

“As fábricas do continente não são portuguesas. São empresas detidas por cervejeiras mundiais, ‘globetrotters’, que hoje mandam no mundo da cerveja e que também têm essas empresas, essas marcas, como suas, ainda que, numa delas, haja uma participação portuguesa”, disse.

Desta forma, Miguel de Sousa assegura que lidera “uma cervejeira 100% portuguesa”, acrescentando que “a dos Açores é muito pequena e é detida por um português, mas residente nos Estados Unidos, e a outra é espanhola”.

Fundada em 1872, a ECM está a quatro anos de completar 150 anos de atividade na Região Autónoma da Madeira e é vista como uma das maiores indústrias da região.

A atual administração já procurou outros mercados, tendo já atuado em Angola e mantendo uma relação com o “mercado da saudade”, mas o negócio da China aconteceu por mero acaso.

“Foi um chinês que veio a Portugal para comprar e encomendar outros produtos que tinha interesse em comercializar tão longe e que, no continente, deu com a Coral e veio contactar-nos. A partir daí, foi estabelecer canais comerciais”, explicou.

O administrador assegurou que, “neste momento, [a ECM] faz algo que era inimaginável que acontecesse, e até custa a crer a muita gente, que a empresa hoje venda 20% da sua produção na China”.

Este negócio representou, em 2017, quatro milhões e meio de euros para praticamente cinco milhões de litros exportados, crendo o administrador que, este ano, esses valores possam ainda subir.

A ECM trabalha, além das marcas próprias, com um total de 120 referências.

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