A nova campanha da Chanel para a pré-coleção outono-inverno 2018/2019, lançada nesta sexta-feira, tem como protagonista a modelo refugiada sul-sudanesa Adut Akech, que se torna uma das novas representantes após ter aberto e fechado os dois últimos desfiles da marca.

Akech foi no começo deste mês a segunda modelo negra a vestir um traje de noiva na passarela da marca, encerrando um desfile de alta-costura.

A “top model”, que estreou pela Saint Laurent em setembro de 2016 e desfilou exclusivamente para a firma durante duas temporadas antes de alcançar uma fama maior, aparece na publicidade da Chanel, fotografada pelo diretor criativo da marca Karl Lagerfeld, com um vestido preto marcado sob o peito com cinto.

Nascida em 1999 no que agora é o Sudão do Sul (independente do Sudão desde 2001), passou sua infância no campo de refugiados de Kakuma, no Quênia, e com seis anos se mudou junto com sua família para Austrália.

Akech, envolvida na luta contra as armas de fogo, reivindicou sua condição de refugiada quando um programa de televisão recebeu críticas na Austrália por retratá-la como tal.

“Sou uma refugiada, é o que sou e não me envergonho e nem me irrito por isso. Sim, sou uma cidadã australiana e sou uma sul-sudanesa australiana, mas sigo sendo uma refugiada”, disse em entrevista no jornal britânico “The Guardian” em 2017.

Após o desfile de julho, a modelo mandou uma mensagem em sua conta do Instagram animando os seus seguidores a se manter de pé em perante a adversidade.

“Pouco importa de onde veio ou para onde vai. Não percam a paixão e nem a perseverança e, sobretudo, não abandonem nunca porque acabarão alcançando seus sonhos”, escreveu.

Nas novas imagens de Chanel, Lagerfeld a seleccionou para representar uma linha que encarna “a sobriedade e a elegância atemporal” e celebrar a “elegância e modernidade” da marca.

Publicidade