Xi Jinping, que vai reunir-se com o homólogo norte-americano, Donald Trump, no final deste mês, falava durante um encontro com o antigo secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger.

O líder chinês afirmou que Pequim quer resolver os problemas através do diálogo, mas que Washington deve respeitar o percurso do desenvolvimento e os interesses da China.

“A China está comprometida a trabalhar com o EUA para alcançar uma cooperação de mútuo benefício, não confrontacional, e com respeito mútuo”, afirmou Xi Jinping.

As relações entre China e EUA atravessam um período de renovadas tensões, depois de Trump ter imposto taxas alfandegárias até 25% sobre quase metade das importações oriundas da China.

Em causa está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025”, que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

“Há já algum tempo que existem vozes negativas nos Estados Unidos contra a China, às quais se deve ter atenção”, disse Kissinger, de 95 anos, a Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

Citado pela agência noticiosa Xinhua, o antigo secretário de Estado disse que a China e os EUA deviam usar um “pensamento estratégico” e pôr as coisas em perspetiva, visando entender melhor o outro lado, expandir interesses mútuos e gerir as suas diferenças.

Kissinger, que em 1972 negociou um encontro histórico entre o então Presidente norte-americano Richard Nixon, e o fundador da República Popular da China, Mao Zedong, continua a visitar o país asiático frequentemente.

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