China Popular promete “futuro diferente” nos próximos cinco anos a São Tomé e Príncipe

0
Ministros dos Negócios Estrangeiros da China e de S. Tomé e Príncipe
Ministros dos Negócios Estrangeiros da China e de S. Tomé e Príncipe

O governo da República Popular da China Popular prometeu hoje “um futuro bem diferente” a São Tomé e Príncipe dentro três a cinco anos, depois de o país africano ter deixado de reconhecer Taiwan.

A decisão do governo são-tomense de reconhecer somente a China Popular e não Taiwan abriu portas a uma nova parceria entre os dois países, afirmou o diretor para África do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Songtion, que está de visita a São Tomé e Príncipe.

“Os dois países devem fazer um esforço conjunto para valorizar as oportunidades e nos próximos três a cinco anos acredito que vamos ajudar o vosso país a ter um futuro bem diferente”, disse o responsável aos jornalistas.

Lin Songtion chefia uma delegação de seis membros que teve reuniões em separado com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, o presidente da Assembleia Nacional, Manuel da Graça Diogo, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Urbino Botelho.

O encontro do enviado especial da China Popular com o chefe do governo são-tomense durou cerca de duas horas, tendo as duas partes concordado que o apoio do governo chinês a São Tomé e Príncipe deve ser direcionado para o desenvolvimento do turismo, agricultura, indústria marítima, construção de infraestrutura, desenvolvimento do capital humano e segurança.

“A China promete ajudar o país a crescer sem dependência externa”, prometeu o responsável chinês, garantindo que o seu país “quer provar também que a decisão do primeiro-ministro (de reatar as relações diplomáticas com a China) é correta e corresponde aos interesses do seu povo”.

Sublinhou que os dois países “concordaram consensualmente” em “valorizar e assegurar o rumo atual da amizade entre os dois países, para construir as bases de confiança política mútua e amizade popular”.

“O nosso objetivo é apoiar o vosso país na criação do emprego, na melhoria da receita fiscal, tirar o povo da pobreza e realizar o desenvolvimento económico”, acrescentou o diplomata chinês que deixa esta terça-feira a capital são-tomense.

Considerou que o primeiro-ministro são-tomense “tomou uma decisão política e estratégica importante, uma decisão de grande visão” de restabelecer as relações diplomáticas com a China, cujos resultados serão visíveis “num futuro não muito distante”.

Publicidade