“Aborrece-me ver o valor que em Portugal dão aos estrangeiros, não vejo tanto valorizar o que é nosso, os jogadores portugueses”, defendeu o avançado da selecção nacional e do Real Madrid, na gala anual da Federação Portuguesa de Futebol. “Ano após ano, temos de partir pedra, estar na luta e mostrar que somos os melhores. Pensem grande”, acrescentou.

 Os finalistas do prémio foram Bernardo Silva (Manchester City), Rui Patrício (Sporting) e Cristiano Ronaldo, que sem surpresa recebeu de Alexander Ceferin, presidente da UEFA, mais um troféu para o seu longo palmarés.

Ceferin classificou-o como “um jogador único”, que alia às melhores qualidades de um excelente jogador “magia, um dom”.

Nos agradecimentos, Cristiano Ronaldo não esqueceu “todos os companheiros de selecção” e estendeu o aplauso ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “um grande amigo”. Teve também palavras de apreço para o futsal, pela “grande conquista” do campeonato da Europa.

“O ano de 2017 foi outra vez excelente, a nível individual e colectivo. Com a selecção, perdemos o primeiro jogo, voltámos atrás, fomos à luta e ganhámos o grupo [de qualificação para o Mundial2018]. No Real Madrid, foi um ano histórico para nós, ganhámos cinco troféus”, afirmou o capitão da selecção, de 32 anos.

Campeão espanhol, vencedor da Liga dos Campeões, da Supertaça espanhola, da Supertaça europeia e do Mundial de clubes em 2017 com o Real Madrid, Cristiano Ronaldo arrecadou a Bola de Ouro e o prémio The Best, da FIFA, que distinguem o melhor jogador do ano.

Visivelmente bem-disposto, Cristiano Ronaldo, quando estendeu os agradecimentos à família, falou de “mais um recorde” na vida pessoal: “Foram três filhos em quatro meses, estou muito contente com isso, que acho que também é um recorde”.

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