Nos últimos 20 anos, as perdas económicas por catástrofes climáticas foram 2,5 vezes maiores do que no período de 1978-1997, alerta a ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira (10). Segundo especialistas, os prejuízos causados totalizaram 2,24 trilhões de dólares.

O Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNISDR) explica que as mudanças climáticas “aumentam a frequência e a gravidade de eventos extremos”. Além disso, as perdas económicas causadas por essas tragédias retardam o desenvolvimento de países, particularmente os mais pobres.

As catástrofes relacionadas ao clima representam 91% dos 7.200 principais fenómenos registados nos últimos 20 anos. Inundações e tempestades são os desastres mais comuns.

As principais perdas foram registadas nos Estados Unidos, no valor total de 944,800 bilhões de dólares, seguidos pela China (492,2 bilhões), Japão (376,3), Índia (79,5) e Porto Rico (71,7).

Nos últimos 20 anos, 1,3 milhão de pessoas perderam a vida devido a desastres naturais, segundo a ONU.

Brasil

Segundo o relatório, o Brasil perdeu aproximadamente 15,7 bilhões de dólares no período coberto pelo relatório. No pior ano, em 2004, as perdas chegaram a representar 0,3% do PIB.

As enchentes registadas em janeiro de 2011, no Estado do Rio de Janeiro, foram consideradas o mais importante desastre. Cerca de 900 pessoas morreram durante as cheias. Entre 1998 e 2017, cerca de 2.700 pessoas morreram em consequência dos impactos de desastres naturais.

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