Essa decisão foi tomada durante uma reunião de concertação, realizada na quinta-feira, na Tourada, bairro do Cassequel, no Distrito Urbano da Maianga, entre a Comissão Preparatória do Carnaval de Luanda e a Associação Provincial do Carnaval de Luanda (Aprocal).

De acordo com o secretário-geral da Aprocal, as dificuldades financeiras pelas quais o país atravessa e a necessidade de não enfraquecer os desfiles competitivos nas demais províncias, com a ausência de grupos consagrados e com prestígio localmente, estão entre as razões da decisão.

António de Oliveira “Delon” disse que a vinda dos melhores grupos carnavalescos de outras províncias para participarem no desfile central do Entrudo de Luanda “pode retirar alguma qualidade ao Carnaval nas demais províncias e criar ciúmes.” 

Apesar de não terem participado no desfile competitivo na edição de 2018 em Luanda, os grupos Maringas (Lunda-Norte), Tchaco-Tchaco (Cabinda), Ovinjenji (Huambo), União Muteba (Cuanza-Sul) e Bravos da Vitória (Benguela) tiveram direito a 15 minutos de exibição.

Primeiro a desfilar no ano passado, o grupo Maringas apresentou-se na Marginal da Praia do Bispo com mais de 80 elementos, mostrando em palco a diversidade cultural daquela região. O grupo Tchaco-Tchaco, de Cabinda, apresentou o estilo de música e dança “mayeye”, da região dos Bayoyo.

O grupo “Ovinjenji”, do Huambo, apresentou um resumo da história do reino da Chiaca, fundado pelo rei Chilulo Vangue-Vangue, enquanto o grupo “Maringas”, da Lunda -Norte, abordou aspectos importantes da cultura daquela região, numa simbiose entre a música, dança e teatro.

O Cuanza-Sul, com o grupo União Muteba, homenageou a mulher rural pelo contributo prestado à sociedade. Os Bravos da Vitória, papão dos títulos de Carnaval, com 26 títulos de primeiro classificado, em 39 participações, rendeu uma homenagem às mulheres angolanas, de uma forma geral.

No ano passado, o grupo homenageado no Entrudo de Luanda foi o União Jovens da Cacimba, que teve a honra de abrir a festa. A agremiação levou à Marginal uma ala composta por professores de dança e música kizomba de várias nacionalidades e fez uma retrospectiva dos seus 30 anos de existência.

A Marginal da Paria do Bispo tem 300 metros de comprimentos e 20 de largura. Cada grupo, de acordo com Delón, vai ter 25 minutos para exibição e mostrar ao público o que preparou em termos de performance, que inclui música, dança, alegoria e bandeira. Em competição este ano vão estar 17 grupos na classe A, no dia 5 de Março, nove grupos vão participar na classe B, no desfile do dia 3 de Março, e 14 grupos infantis participam no desfile do dia 2 de Março, na Marginal da Praia do Bispo.

Este ano, explicou, não houve rebaixamento dos grupos da classe A,  porque na edição de 2018, os últimos grupos carnavalescos não se exibiram devido à falta de condições técnicas no local do evento,  em função da chuva intensa que caiu em Luanda. Na altura ficaram sem desfilar os grupos carnavalescos União 54 e o Juventude do Kapalanga, de Viana.

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