A obra combina 60 minutos de acção amimada com 20 minutos de imagem documental real, abordando não apenas a guerra civil angolana, mas também a invasão sul-africana e a proclamação da independência nacional, pelo Presidente Agostinho Neto, a 11 de Novembro de 1975.

O filme, do espanhol Raul de la Fuente e do polaco Damian Nenow, faz inteira justiça ao autor do livro, combinando um trabalho de animação fulgurante, na reconstituição dos dias do Verão de 1975 com uma viagem de Luanda até ao Sul de Angola ao encontro de alguns dos homens que então se cruzaram com Ka-puscinski. Apontado pela produtora e distribuidora Midas Filmes como “um dos grandes repórteres de guerra do século XX”, o jornalista e escritor polaco (1932-2007) acompanhou o conflito em Angola em 1975 e publicou depois as memórias sobre os últimos três meses de presença portuguesa no território angolano.

“Mais um Dia de Vida” esteve, em Maio, na selecção oficial do Festival de Cinema de Cannes, em França, e em Setembro ganhou o Prémio do Público no Festival de San Sebastian, Espanha.

Damian Nenow, realizador do filme, disse: “agradeço à Academia [de Cinema Europeu] e, claro, à nossa grande equipa internacio-nal, com artistas da Poló-nia, Bélgica, Espanha, Hungria e Alemanha; 500 pessoas! Adoro-vos, vocês são os melhores!”

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