Segundo dados das alfândegas chinesas, as exportações para os EUA subiram 13%, face ao mesmo período do ano passado. No total, o país asiático vendeu 46,7 mil milhões de dólares em produtos para o mercado norte-americano, detalhou a mesma fonte.

As importações chinesas oriundas dos EUA aumentaram 9%, em termos homólogos, para 12,6 mil milhões de dólares.

O valor recorde do superavit chinês ocorre apesar de Washington ter imposto taxas alfandegárias sobre 250 mil milhões de dólares de bens chineses, visando contrariar as ambições de Pequim no setor tecnológico.

“As exportações continuaram a desafiar as taxas impostas pelos EUA no último mês, mas as importações debatem-se com a queda na procura interna”, observou Julian Evans-Pritchard, consultor na Capital Economics, num relatório.

“Antecipámos que ambas abrandem, nos próximos trimestres”, acrescentou.

No conjunto global, as exportações chinesas aumentaram 14,5%, face a setembro de 2017, para 226,7 mil milhões de dólares. As importações subiram 14,3%, para 195 mil milhões de dólares.

Em causas nas disputas comerciais entre Pequim e Washington está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano “Made in China 2025″, que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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