Segundo um comunicado de imprensa, o trabalho cinematográfico de Ery Claver e de  Gretel Marin vai ser exibido todos os dias, na secção “Perspectivas Africanas”, enquanto decorrer o festival.

O cineasta angolano Ery Claver vai estar em França para assistir ao festival e integrar o grupo de artistas de todo o mundo, convidados especialmente para interagir nos debates e fóruns, que paralelamente são organizados durante o festival.

Lúcia, o ser-objecto retratado, a mulher sem voz, de olhar distante que suprime gritos e desabafos. Silenciada pela sociedade sexista que a constrói sem direito a ser, pensar ou opinar. Ery Claver e Gretel Marin captam o relato mudo de uma jovem desapaixonada. 

“Lúcia, no Céu com Semáforos”, chega agora ao maior festival do mundo, dedicado à curta-metragem. O Festival Internacional de curta-metragem Clermont-Ferrand, que existe há 40 anos e em cada edição reúne um número significativo de profissionais do cinema, agências e organizações internacionais focados em curta-metragem, conta ainda com uma vasta audiência de entusiastas da arte cinematográfica.

Trajectória

Ery Claver nasceu em Luanda, em 1987, participou na Trienal de Luanda como fotógrafo, na exposição colectiva: “Dipanda Forever”. Logo depois expôs pela primeira vez, a título individual, “Notas Sobre Aqui”, no Fórum de Arquitectura da Universidade Lusíada de Luanda.

Em 2010, participou como operador de câmara e director de fotografia no documentário “Ritmos Urbanos”, de Isilda Hurst e Córeon Dú. E, no mesmo ano, co-realizou os documentários “Torre do Kinaxixi” e “A Kazukuta do Kabokumeu”. 

Foi operador de câmara, na “Semba Comunicação” até 2013, quando saiu para integrar a equipa da Geração 80, em que a sua criatividade levou-o a participar como operador de câmara e director de fotografia, em inúmeros projectos artísticos e corporativos – a destacar “Mukiné”, de Irina Vasconcelos e Kulas, “Mona Ki Ngi Xiça”, de Toty Sa’Med, e o álbum visual de Nástio Mosquito, “Gatuno Emigrante e Pai de Família”.

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