Aquela força composta inicialmente por cerca de 700 soldados do Senegal, Burkina-Faso, Togo e Nigéria deveriam ter abandonado a Guiné-Bissau a 31 de março, mas hoje os líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) decidiram pela sua permanência até junho.

A decisão foi tomada numa cimeira extraordinária realizada no Togo em que se falou da situação política na Guiné-Bissau, tendo sido anunciado o nome do sociólogo Aristides Gomes como a pessoa a ser indicada novo primeiro-ministro guineense.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, comprometeu-se em nomear Gomes, que já foi primeiro-ministro do país, entre novembro de 2005 a abril de 2007, através de um decreto presidencial na próxima terça-feira.

O comunicado da cimeira de líderes da CEDEAO exorta as forças de segurança guineenses a continuarem a garantir a paz e a segurança do país.

As forças da ECOMIB estão na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência de um golpe de Estado militar e têm a missão de garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania guineenses.

Quanto ao futuro primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, de 63 anos, é um conhecido político, quadro do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de que já foi vice-presidente.

Em 2008, Aristides Gomes, considerado na altura ‘delfim’ do então Presidente João Bernardo ‘Nino’ Vieira saiu do PAIGC, em divergência com a direção, para fundar o PRID (Partido Republicano da Independência e Desenvolvimento).

Depois de novas divergências com os militantes do PRID, Aristides Gomes, regressa ao PAIGC em março de 2013, estando neste momento no gabinete estratégico daquele partido.

Na próxima terça-feira será nomeado primeiro-ministro guineense, segundo o comunicado da cimeira de líderes da CEDEAO, com a missão exclusiva de liderar um governo que irá organizar as eleições legislativas no dia 18 de novembro deste ano.

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