Cabo Verde Cidade da Praia
Cabo Verde Cidade da Praia - FOTO:VOA/ARQ

Cabo Verde gasta anualmente 290 milhões de euros com a administração pública, o equivalente a 7 porcento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Em 2015, havia em Cabo Verde 18 .327 funcionários públicos, dos quais 52,8 porcento tinham um vínculo de nomeação, enquanto 24,5 porcento estavam ligados através de contrato e ainda 3 porcento em comissões de serviço, de acordo com dados da Direção Nacional da Administração Pública (DNAP),

A maioria dos funcionários públicos eram homens, ou seja 52 porcento, enquanto as mulheres representavam 48% dos trabalhadores, informa a agência Panapress.

Por setores, a educação, a investigação e a cultura concentravam o maior número de funcionários, ou seja nove mil 332 (50,9 porcento), seguindo-se a justiça e defesa com três mil 227 funcionários (17,6 porcento), o ambiente, a agricultura e o desenvolvimento do território com dois mil 186 (11,9 porcento), os assuntos sociais e a saúde com dois mil 24 (11,0 porcento) e as finanças e a economia com mil 141 trabalhadores (6,2 porcento).

De acordo com os dados mais recentes, mais de 75 porcento dos funcionários tinham idades entre os 30 e os 54 anos, sendo a faixa etária mais representativa a dos 35-39 anos (16,8 porcento), seguida da faixa entre os 30 e os 34 anos (15,9 porcento) e da dos 40 a 44 anos (14,8 porcento), enquanto a menos representada era dos 20 aos 24 anos, com apenas 0,5 porcento dos funcionários.

A maioria dos funcionários públicos (57,4 porcento) tinham habilitações literárias entre o ensino básico integrado (4.5 porcento) e o curso médio (16,0 porcento), com percentagens representativas de funcionários com habilitações ao nível do 2º (17,0 porcento) e do 3º  (18,3 porcento) dos ciclos do secundário.

Por outro lado, 41,7 porcento eram detentores de bacharelato, de licenciaturas ou mestrados.

A administração pública em Cabo Verde integra ainda 736 dirigentes, sendo 90,1 porcento intermédios e 9,9 porcento superiores.

A larga maioria de funcionários concentrava-se na ilha de Santiago (70,9 porcento), seguida de São Vicente (11,2 porcento), Santo Antão (6,4 porcento), Fogo (4,5 porcento), São Nicolau (2,1 porcento), Sal (1,8 porcento), Boavista (1,1 porcento), Maio (1,0 porcento) e Brava (1,0 porcento).

Mais de 50 porcento dos funcionários estavam há mais de dez anos na função pública é há menos de vinte, enquanto mais de 44 porcento tinham mais de 20 e menos de 30 anos de trabalho.

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