“O próprio Governo está preocupado com a indigitação do ministro do Interior. Estamos próximos das eleições legislativas, não há um ministro do Interior”, afirmou Agnelo Regala, quando questionado pelos jornalistas sobre a inexistência de um ministro do Interior no país.

O ministro falava aos jornalistas no Hospital Simão Mendes, em Bissau, onde foi visitar pessoas que ficaram feridas em consequência dos distúrbios registados na capital guineense, quando um protesto de estudantes culminou em atos de vandalismo e cortes das principais estradas e avenidas da cidade com pneus queimados, troncos de árvores e lixo.

“Sabemos que houve conversas entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, houve inclusive uma carta apresentando uma proposta ao Presidente da República e esperamos que quando o primeiro-ministro regressar ao país tenhamos um ministro Interior indigitado, porque o país não pode ir a eleições sem um ministro do Interior”, disse Agnelo Regala.

No início de novembro, o Presidente guineense, José Mário Vaz, exonerou o ministro do Interior, Mutaro Djaló, a pedido do primeiro-ministro, depois da violência usada pela polícia do país para dispersar uma manifestação de estudantes, com recurso a bastões e granadas de gás lacrimogéneo.

Na altura, o comissário nacional da polícia guineense, Celso de Carvalho, disse que não autorizou o uso de força contra os jovens e que nem sabia da organização da manifestação.

A Guiné-Bissau realiza eleições legislativas a 10 de março e a campanha eleitoral arranca a 16 de fevereiro.

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