A posição surge num comunicado assinado pela Ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos de São Tomé e Príncipe, Ivete Lima Correia, que aponta, entre outros, a denuncia do antigo membro do “Batalhão Búfalo”, Peter Lopes, residente na África do Sul, “com a divulgação de um vídeo em que proferiu algumas declarações comprometedoras e graves, envolvendo o ex-primeiro ministro, Patrice Trovoada”, como um desses “processos judiciais pendentes”.

Em agosto de 2017, num vídeo colocado na sua página na rede social Facebook, entre várias acusações, ‘Peter’ Lopes apontou Patrice Trovoada como sendo o financiador do golpe de Estado de 2003 em São Tomé e Príncipe, altura em que, disse, este terá dado ordens para assassinar três altas figuras do Estado são-tomense, designadamente o ex-Presidente Manuel Pinto da Costa, o então chefe de Estado, Fradique de Menezes, e o então ministro da Defesa, Óscar Sousa.

O comunicado assinado pela ministra Ivete Lima Correia aponta igualmente “o caso da empresa de Água e Eletricidade (Emae), envolvendo o diretor-geral e funcionários no desvio de fundos da empresa”, como outro processo a aguardar tramitação.

Este comunicado surge após uma reunião de duas horas entre a titular da pasta da Justiça e o procurador-geral da República, Kelves Nobre Carvalho.

O governo quer ainda saber em que situação está a queixa sobre o alegado desvio de 30 milhões de dólares – referente a um empréstimo de uma empresa privada chinesa -, bem como o processo onde se pede explicações ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada sobre “como foram adquiridos dois navios catamarãs” pelo Estado.

O executivo manifesta igualmente preocupação sobre o curso da investigação aos cerca de 17 milhões de dólares de um fundo do Kuwait, “colocados à disposição de São Tomé e Príncipe e destinados à criação de novos serviços no Hospital Central Ayres de Menezes”, como um centro de hemodialise e para criar infraestruturas para transformar esta unidade “num centro de referencia na sub-região”.

O comunicado de três páginas cita igualmente os crimes relacionados com o assassinato do antigo diretor da Autoridade Conjunta de Exploração de Petróleo entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria”, Jorge Santos, e o desaparecimento em alto mar do navio Santo António, com nove tripulantes a bordo, casos ainda sem resolução.

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