“Caso não sejam cumpridas as exigências, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau iniciará uma greve geral entre 12 e 14 de junho”, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa pela central sindical.

No comunicado, a UNTG esclarece que pretende o cumprimento da nova grelha salarial já promulgada pelo Presidente da República e que visa “reajustar o salário dos funcionários, que, volvidas quase duas décadas, não beneficiaram da promoção de carreira, nem tão pouco algum aumento a nível salarial”.

“Perante esta situação, os servidores públicos continuam a viver com esse miserável salário em detrimento dos salários de luxo dos deputados, membros do Governo e os sucessivos governos não têm vindo a cumprir com os demais deveres plasmados na Constituição da República”, salientam.

Para a UNTG, os “servidores públicos sofrem com a inconstitucionalidade e ilegalidade sistemáticas cometidas pelo Estado através dos sucessivos governos, provocando, assim a morte lenta de cada cidadão funcionário”.

O ordenado mínimo pago na função pública guineense é de cerca de 30.000 francos CFA (cerca de 45 euros). Um saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses, ultrapassa os 20 euros.

A UNTG realizou entre 07 e 09 de maio uma greve de três dias a exigir o reajuste salarial, iniciativa que teve cerca de 85% de adesão em todo o país.

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