O diplomata da ONU, que está na Guiné-Bissau há menos de um mês, salientou que o tráfico de droga “é um problema mundial, extremamente difícil” de combater, mas que no caso guineense talvez haja esperança.

“Eu acredito que o facto de a Guiné-Bissau ser um país relativamente pequeno, uma população relativamente pequena e ser um país de trânsito, muito mais do que um país do consumo, possam existir mais condições favoráveis para um efetivo combate ao tráfico”, considerou Viegas Filho, que ainda não se reuniu com o representante da agência da ONU para a Droga e o Crime Organizado (ONUDC) para o país.

Mas, das descrições telefónicas que tem recebido do encarregado da ONUDC para Guiné-Bissau, mas residente no Senegal, há esforços a serem feitos, notou Viegas Filho.

Para já, o novo representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau salientou que o combate à droga requer a cooperação de diferentes instituições com as quais disse também contar para a manutenção da estabilidade política, dar segurança às eleições e promover o desenvolvimento económico, que aponta como outra preocupação imediata do país africano.

Ainda em relação ao futuro da Guiné-Bissau, José Viegas Filho considerou como fundamental o estabelecimento de um Pacto de Estabilidade, em análise entre os partidos políticos, lembrando que é uma das orientações da própria comunidade internacional no âmbito do Acordo de Conacri, instrumento político orientador para a retoma da estabilidade governativa no país.

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