A Itália vai recusar ajuda humanitária aos 629 migrantes que estão a bordo do navio, entre os quais 123 menores não acompanhados, outras 11 crianças e sete mulheres grávidas. O ministro italiano do Interior quer que Malta receba o navio da SOS Mediterranee.

“Malta não recebe ninguém. A França empurra as pessoas de volta para as fronteiras, a Espanha defende as suas fronteiras com armas”, escreveu Salvini no Facebook. “A partir de hoje, Itália também vai começar a dizer não ao tráfico humano, não ao negócio ilegal de imigração”.

Mais de 600 mil refugiados de África entraram por barco em Itália nos últimos cinco anos, apesar de os números registados nos últimos meses terem baixado consideravelmente.

“O meu objetivo é garantir uma vida pacífica para estes jovens em África e para as nossas crianças em Itália”, escreveu o ministro italiano do Interior no Twitter.

A bordo do navio SOS Mediterranee estão mais de 600 migrantes que foram resgatados do mar nas últimas semanas. A Organização Não Governamental diz que foram retirados do mar em seis operações de socorro na costa da Líbia. Pessoas resgatadas por navios italianos que foram depois colocadas no navio da SOS Mediterranee.

O navio está neste momento a navegar para Norte, e deverá passar pela ilha de Malta. O ministro italiano escreveu às autoridades desse país para que receba os migrantes.

Na resposta, Malta alega que as operações de socorro tiveram lugar em águas internacionais na costa da Líbia e que foram coordenadas pela Itália, pelo que o país “não é nem competente nem a autoridade de coordenação neste caso”. Ou seja, indica que não está disponível para autorizar que o barco desembarque na ilha. “Malta vai cumprir as leis em vigor”, disse o executivo.

As Nações Unidas estimam que pelo menos 500 pessoas morreram este ano no mar Mediterrâneo. No ano passado foram 2853 as vítimas mortais.

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