“Apesar de existirem desafios, também há oportunidades; com parcerias público-privadas para melhorar as infraestruturas dos aeroportos e operações, céus abertos e liberalização dos vistos, a aviação em África vai certamente disparar”, escreveu o diretor executivo da NAS.

Hassan El-Houry, que lidera a empresa baseada no Kuwait e que opera em 17 países, incluindo Moçambique, escreveu na página da reunião anual do Fórum Económico Mundial (WEF, na sigla inglesa), em Davos, na Suíça, que “apesar de ser evidente que a aviação em África tem o potencial para alimentar o crescimento económico, há várias barreiras”, dando como exemplos “a deficiente infraestrutura, os elevados preços dos bilhetes, a fraca conectividade e a falta de liberalização”.

Defendendo que “África tem de abrir as portas ao investimento de capital privado”, El-Houry acrescenta que os governos também têm de fazer a sua parte.

“A liberalização vai trazer fortes benefícios, como novas rotas, voos mais frequentes, melhores ligações e preços mais baixos, o que por sua vez aumenta o número de passageiros, o que tem um efeito positivo direto e indireto no comércio, viagens de negócios e turismo”, escreve o empresário, que em 2014 recebeu o título de Young Global Leader pelo WEF.

A criação de empregos é outra vantagem do desenvolvimento do negócio da aviação, diz, lembrando que “isso vai melhorar o PIB dos países africanos e aumentar o bem-estar dos africanos em geral”.

Os africanos representam 12% da população mundial, mas valem apenas 2,5% dos passageiros a nível mundial, apesar de haver 731 aeroportos e 419 companhias aéreas no continente, garantindo quase 7 milhões de empregos e 80 mil milhões de dólares anualmente.

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), África deverá tornar-se uma das regiões com o maior crescimento nos próximos 20 anos, com uma expansão anual de 5%, diz o empresário, concluindo: “A questão é só saber quão cedo queremos que isto aconteça”.

A reunião anual do Fórum Económico Mundial decorre em Davos, de 22 a 25 de janeiro.

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