Maior participação em fóruns internacionais

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George Chikoti quando discursava perante vários embaixadores acreditados em Angola
George Chikoti quando discursava perante vários embaixadores acreditados em Angola

Angola define-se e tem-se assumido como um Estado progressista em todo o processo de transformações que ocorrem nas relações internacionais e a sua política externa está baseada nos princípios de respeito e igualdade jurídica entre os Estados, de resolução pacífica dos conflitos, de cooperação entre os povos, de progresso e de justiça social.

A estratégia seguida tem sido a de promover, não só uma  inserção competitiva de Angola no contexto internacional, mas elevar cada vez mais a qualidade de vida dos angolanos.
O partido no poder considera que Angola deve desempenhar um papel  de protagonismo no plano internacional e especialmente no continente africano, em busca de uma maior participação em fóruns internacionais e maior incremento das relações bilaterais e multilaterais.

No contexto internacional e regional, para consolidar Angola como um país de importância estratégica na África e no mundo, o MPLA, no seu programa de governação 2017-2022, propõem-se a acompanhar e participar activamente nas organizações internacionais.
O partido dos camaradas compromete-se igualmente a estabelecer e aprofundar  relações bilaterais com todos os países, com prioridade para os limítrofes e as regiões central e Austral de África.

Contribuir para a eliminação de focos de tensão e conflitos na Região dos Grandes Lagos,  manter Angola permanentemente engajada em questões de paz e segurança  e continuar  a desempenhar um papel de liderança nas questões de protecção e segurança marítima em África  constam das acções a que se compromete o partido no poder, caso vença as eleições de 23 de Agosto.

Um outro desafio é capitalizar melhor a condição de Angola como um dos parceiros estratégicos dos Estados Unidos da América, na África Subsaariana e a importância que esses países atribuem à liderança de Angola na prevenção e resolução de conflitos no continente, bem como intensificar um diálogo político e diplomático global, equilibrado e regular. A cooperação com a União Europeia consta das acções que o MPLA se compromete realizar no próximo quinquénio.

Quanto à relação com as Nações Unidas e instituições financeiras internacionais, o MPLA  defende que  Angola precisa de aprofundar e estender o relacionamento com as organizações internacionais a fim de garantir a cooperação económica e financeira necessária para o rápido desenvolvimento do país.

Assim, o partido no poder propõe-se a promover a cooperação  e concertação política, económica, comercial e financeira com parceiros internacionais e organizações financeiras internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e outras.

Neste domínio, propõe-se a definir um conceito estratégico de relacionamento com instituições financeiras internacionais, bem como implementar um programa de estágios de jovens quadros angolanos em organizações internacionais e regionais, dotando-os de recursos necessários, com especial destaque para as agências especializadas das Nações Unidas em áreas de especial relevo para Angola como é o caso do Unicef, da Organização Mundial da Saúde e da Unesco.

Quanto à consolidação e o alargamento das relações bilaterais e multilaterais, o MPLA  considera que o aprofundamento das relações de cooperação com outros países é parte fundamental do esforço para o desenvolvimento do povo angolano. Para isso, o partido propõe-se a aprofundar as relações bilaterais com os países membros da SADC e também com a Ceeac e os países da CPLP, dos Palop e do Golfo da Guiné.

Buscar alianças estratégicas com alguns países fundamentais tais como a África do Sul,  Nigéria, Argélia e o Egipto, bem como negociar e assinar acordo bilaterais de isenção de vistos em passaportes ordinários  com países da SADC, que apresentem menos riscos de imigração ilegal, de modo que o protocolo de facilitação de circulação de pessoas  na região seja implementado de forma gradual, constam do programa.

O partido que governa o país  propõem-se a continuar a negociar e assinar acordos bilaterais de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço, bem como os de facilitação de vistos em passaportes ordinários para empresários e homens de negócios. Compromete-se ainda a priorizar a cooperação com países de economia emergentes, designadamente Brasil, Rússia, Índia e África do Sul e do Golfo da Guiné.

No seu programa de governação, o partido maioritário propõe-se também a captar  investimentos directos, fomentar trocas comerciais e reforçar a cooperação económica, técnica e comercial com a República Popular da China, assim como a cooperação económica com os parceiros europeus, particularmente a Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Espanha e Portugal.

Diplomacia direccionada  

Angola vai intensificar este ano as relações externas com países como os Estados Unidos, Inglaterra, China, Japão, Índia, França, Alemanha, Cuba e Brasil, anunciou recentemente o ministro das Relações Exteriores George Chikoti,  que fez esta declaração durante o discurso proferido na abertura da quinta reunião de embaixadores de Angola  acreditados em vários países, disse que as questões estratégicas  do Estado, do ponto de vista económico e financeiro, devem determinar a agenda diplomática de Angola, baseada no estabelecimento de parcerias estratégicas com vantagens recíprocas. “É com base no princípio de vantagens comparativas que Angola continua a intensificar as relações com alguns países asiáticos, dado o seu poder económico nos últimos anos.”

As prioridades no relançamento vão para a China, Índia e Japão, países que concederam a Angola linhas de crédito para apoiar a reconstrução nacional e aumentar o volume de trocas comerciais. No continente americano,  disse o ministro George Chikoti, Angola dispõe de parceiros importantes e vai continuar a incrementar e diversificar a cooperação com o Brasil, Cuba, Argentina, Venezuela e outros países.

África 

Angola vai continuar a desempenhar o seu papel na prevenção e resolução de conflitos a nível da União Europeia, onde sempre busca soluções colectivas para os problemas do continente e do mundo. Foi neste contexto que assumiu a Presidência do Conselho de Paz e Segurança da União Africana para 2012-2015 e da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos para 2014-2015. Angola tem uma presença diplomática activa em particular no Egipto e nos Emiratos Árabes Unidos.

Para a defesa dos interesses nacionais, num contexto de crescente complexidade de relações internacionais no mundo, o ministro das Relações Exteriores defende uma diplomacia mais actuante.

O chefe da diplomacia angolana, George Chikoti, reafirmou há dias que o Estado angolano considera a paz e a segurança premissas fundamentais para o desenvolvimento, democracia e promoção de direitos humanos no  mundo.

A política externa de Angola é de boa vizinhança e baseada em princípios de respeito da soberania, igualdade, integridade territorial dos Estados. A inserção de Angola nas organizações e instituições internacionais, o estabelecimento de parcerias nos domínios políticos, económicos e social, a promoção da imagem do país em vários sectores e a informação junto à diáspora sobre o estado do desenvolvimento do país foram  outras acções que mereceram destaque no ano passado.

Paz e segurança 

Para Angola, a paz e a segurança são premissas fundamentais para que qualquer nação possa realizar o seu potencial em termos de desenvolvimento, democracia e promoção dos direitos humanos.

A  política externa do país vai continuar a defender as relações de boa vizinhança, baseadas nos princípios do respeito pela soberania, da igualdade e da integridade territorial dos Estados, dentro de uma cooperação reciprocamente vantajosa.

África continua a ser uma das prioridades estratégicas da política externa de Angola, para manter a sua vocação de ser um factor de paz, estabilidade e desenvolvimento nas sub-regiões como a União Africana, SADC, Ceeac, Comissão do Golfo da Guiné, da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, Palop e Cedeao.

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