Ministro dos Negócios Estrangeiros quer que as missões diplomáticas prestem contas atempadamente

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, defendeu hoje que as missões diplomáticas cabo-verdianas no exterior “devem prestar contas atempadamente” e que a gestão seja “transparente”.

Falando à imprensa sobre o encontro dos chefes de missão diplomática e postos consulares,  explicou por que razão da agenda do trabalho consta uma intervenção do juiz conselheiro do Tribunal de Contas, José Pedro da Costa.

“Convidámos o Tribunal de Contas para vir aqui relembrar as regras de funcionamento, de prestação de contas e vamos ter um diálogo fluído, aberto, transparente e com responsabilidade, porque é do interesse de todos nós que as coisas funcionem da melhor forma possível”, precisou o chefe da diplomacia cabo-verdiana, para quem é necessário que os contribuintes saibam como se está a gastar o seu dinheiro.

Na sua perspectiva, nesse sentido, o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem que ser “exemplar no seu funcionamento”.

A emissão dos passaportes e documentos de identificação, reconheceu o ministro, afigura-se como das “grandes dificuldades” no domínio do funcionamento dos serviços consulares, uma vez que são emitidos em Cabo Verde e não nas embaixadas no exterior.

“Temos que melhorar estes serviços aqui em Cabo Verde para que lá fora possamos prestar um serviço de melhor qualidade”, indicou Luís Filipe Tavares, acrescentando que os Ministérios da Administração Interna, da Justiça e dos Negócios Estrangeiros estão a trabalhar “em perfeita sintonia” para que estes objectivos sejam alcançados.

Segundo o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, com este encontro pretende-se abordar com os diplomatas questões atinentes às “linhas de força da política externa”, bem como o relacionamento entre o MNE e as missões diplomáticas e os mecanismos para que se possa trabalhar “mais célere”.

Conforme deixou transparecer, neste momento, em termos de política externa de Cabo Verde, as “grandes prioridades” vão para a União Europeia, a integração do arquipélago na Comunidade Económica para o Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO) e aprofundamento das relações com países como a China, os Estados Unidos da América, e o Brasil.

No próximo ano, Cabo Verde vai assumir a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Luís Filipe Tavares quer ter uma “agenda muito concreta” com vista a representar os demais Estados.

“Em matéria de política externa, Cabo Verde deve continuar a trabalhar para fortalecer a diplomacia económica”, lançou o MNE.

Na segunda-feira, 03 de Julho, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, vai falar aos diplomatas sobre as grandes linhas de força da política externa do país.

Além do ministro da Economia, José Gonçalves, que vai falar aos diplomatas sobre as prioridades de Cabo Verde para o seu desenvolvimento económico, o responsável pelo departamento governamental da Administração Interna, Paulo Rocha, vai igualmente dissecar sobre a segurança como recurso nacional, enquanto Olavo Correia desenvolverá o tema “As Finanças Públicas na Perspectiva do Desenvolvimento do País”.

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