O ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente de São Tomé e Príncipe, Osvaldo D’Abreu mostrou-se hoje, em São Tomé, bastante céptico quanto a eficácia e crescimento da Empresa Nacional de Administração dos Portos (ENAPOR).

Osvaldo D’Abreu, que expressou o seu cepticismo em declarações à imprensa, após ter efectuado uma visita de inspecção e de contacto de mais de duas horas nas instalações da ENAPOR, unidade que assegura a gestão de diversos Portos no arquipélago de São Tomé e Príncipe.

A visita compreendeu a deslocação aos diversos compartimentos da empresa, compreendendo, departamentos, serviços, direcções e parque de contentores recentemente reabilitado e cujas obras não agradaram o ministro que tutela ENAPOR.

Além de não sair convencido com as obras do parque de contentores, onde a União Europeia investiu mais de dois milhões de Euros, pôs em causa anterior gestão da empresa, que hoje encontra-se numa situação de falência técnica.

Ao considerar de propaganda a alegada boa gestão e falsas melhorias apontadas pela anterior administração, pontuou a ineficácia do rebocador Liberdade adquirido a uma firma lusa.

O tal rebocador adquirido por cerca de 500 mil Euros há mais de dois anos, hoje não consegue prestar serviços exigidos e sujeita-se a manutenção constante num país vizinho.

D’Abreu, destacou a responsabilidade estratégica da ENAPOR no manuseamento e operacionalidade de mercadorias e a estabilização socioeconómica do país.

E para tal, ENAPOR deve ser uma unidade empresarial eficaz, considerando tratar-se de um país insular, onde o Porto de São Tomé é a porta de entrada e de saída para pessoas, mercadorias e serviços assim como de integração económica regional.

Como exemplo da má gestão anterior, o Director-geral da ENAPOR, Manuel Diogo, disse que a empresa está hipotecada a banca, sendo obrigada a contrair empréstimos para garantir salário mensal de 148 trabalhadores.

E da dívida, sublinha-se cerca de quatro milhões de dólares, dos quais dois milhões refere-se ao Fundo Social de Trabalhadores, IRS, Imposto Sobre Selos, traduzido em cerca de 73% de custos com pessoal.

Face a essa situação negra que vive a ENAPOR, mormente, a situação de reabilitação do parque de contentores cujo auxílio financeiro é de um parceiro externo, o ministro Osvaldo D’Abreu anunciou que vai abrir inquérito a fim de apurar responsabilidades.

“Trata-se de valores avultados, que sim, serão adjudicados ao Estado São-tomense como dívida e como tal, há que aferir responsabilidades”, afirmou Osvaldo D’Abreu.

No âmbito de gestão, lamentou que a ENAPOR esteja endividada, sustentando que a situação deveu-se alegadamente a ineficácia na administração anterior, e que, segundo o governante deve-se aferir responsabilidades da administração anterior da empresa.

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