A rede de organizações não- governamentais moçambicana “Sala da Paz” considerou esta quinta-feira que as eleições autárquicas de 10 de outubro foram transparentes, assinalando que os resultados até agora disponíveis correspondem aos dados da votação.

“Damos nota positiva à transparência do processo, porque os órgãos eleitorais começaram a dar resultados parciais e intermédios logo após o encerramento das urnas”, disse o diretor-executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Munjovo, em declarações à Lusa, à margem da apresentação de um relatório preliminar da missão de observação eleitoral da Sala da Paz.

Hermenegildo Munjovo destacou que nenhum partido político apontou a ocorrência de casos de fraude nas eleições autárquicas de quarta-feira, contrariamente ao que aconteceu no passado. “Até ao momento, nenhum dos partidos políticos já apareceu com uma avaliação muito negativa da forma como foi feita a gestão e também dos resultados até aqui divulgados”, declarou Munjovo.

O diretor-executivo do IMD considerou exemplar o trabalho dos órgãos eleitorais, destacando que se registaram poucos casos de eleitores impedidos de votar devido a falhas na organização e gestão do processo.

Por outro lado, as anomalias registadas no dia da votação foram prontamente resolvidas. “Não registámos ocorrências de grande gravidade, foram poucos os que não puderam exercer o seu direito por falhas e o tempo de reação a essas situações foi muito curto”, frisou Hermenegildo Munjovo.

No relatório que divulgou, a “Sala da Paz” elogia a postura de responsabilidade e compromisso por parte de muitos munícipes no exercício do seu direito de voto e avalia positivamente o desempenho de todos os órgãos eleitorais e atores envolvidos diretamente no processo de votação. “Outra nota positiva digna de relevo neste processo de votação é a participação dos meios de comunicação social que cobriram o evento e fizeram chegar aos munícipes as informações e os dados em tempo real”, lê-se no documento.

As autoridades eleitorais moçambicanas divulgaram, até às 13:00 de hoje (menos uma hora em Lisboa) os resultados provisórios de 21 dos 53 municípios que na quarta-feira foram a votos.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, venceu em 20 e perdeu num deles, Chiure, província de Cabo Delgado, para a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição – que ganha pela primeira vez naquela região nortenha.

Apenas uma das 10 capitais provinciais tem a contagem fechada, a cidade de Chimoio, na província de Manica, centro do país – cujos cinco municípios já estão apurados, com vitória da Frelimo, em todos eles, com maioria absoluta.

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