O Conselho Técnico de Gestão de Calamidades de Moçambique anunciou esta quarta-feira o agravamento das restrições de abastecimento de água à capital, Maputo, e arredores, devido à seca na região.

O agravamento de 20% a 40% entra em vigor na quinta-feira e vai afetar 1,3 milhões de pessoas, refere o organismo em comunicado.

Para quem tem acesso à rede pública, a água corre nas torneiras apenas durante algumas horas por dia, havendo habitações que recorrem a depósitos que enchem durante esse período.

O anúncio das restrições surge depois de ter sido declarado o alerta laranja de seca, o segundo mais grave, para a bacia do rio Umbeluzi, onde se situa a barragem dos Pequenos Libombos que abastece a capital moçambicana e arredores e que se encontra a cerca de 20% da capacidade.

O alerta laranja deverá permitir a ativação de mecanismos de apoio ao Estado moçambicano.

Moçambique está a registar precipitação acima da média a norte e escassez a sul, segundo um relatório do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas sobre a atual época das chuvas, publicado em janeiro.

“Com exceção das províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte de Moçambique, a chuva que tem caído na região da África Austral está 30% abaixo da média de longo prazo”, comprometendo a campanha agrícola, refere o relatório baseado em dados de quatro meses, recolhidos até 20 de janeiro.

Na terça-feira, as autoridades da vizinha África do Sul proclamaram o estado de catástrofe natural em todo o país devido à seca histórica que assola a África do Sul há vários meses e que ameaça com maior gravidade a região da Cidade do Cabo, que pode ficar sem água potável.

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