“O meu querido pai acaba de morrer de cancro, depois de um rápido agravamento do seu estado de saúde”, escreveu a filha do escritor, Fania Oz-Salzberg, na sua conta na rede social Twitter.

Autor de livros como “A terceira condição”, o biográfico “Uma história de amor e trevas”, “Contra o fanatismo”, “O meu Michael” e “A Caixa Nregra”, Amos Oz nasceu em Jerusalém em maio de 1939.

“Uma história de amor e trevas” obteve grande sucesso mundial e foi adaptado ao cinema, com a atriz Natalie Portman como protagonista.

Amos Oz nasceu em Jerusalém em 04 de maio de 1939, no seio de uma família de origem russa e polaca, com o nome Amos Klausner, tendo mais tarde escolhido o apelido Oz, que significa “força” ou “coragem”.

Ainda jovem, entrou para um Kibutz, o Hulda, e estudou Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém, tendo publicado os seus primeiros contos entre 1960 e 1963.

Amos Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou, na década de 1970, juntamente com outros, o movimento pacifista Paz Agora (Shalom Akhshav), do qual se tornou o principal representante, tendo sido um dos primeiros defensores da Solução de Dois Estados, para Israel e Palestina.

Aclamado desde o início como o “Camus israelita”, o escritor, um fervoroso ativista pela paz com os palestinianos, denunciou, nos últimos anos, a política do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, protestando contra o que qualificou como “um extremismo crescente” do Governo.

Casado e pai de três filhos, Amos Oz era muito apreciado pelos israelitas, um pouco por todo o mundo, especialmente devido ao seu humor.

Publicou cerca de duas dezenas de livros em hebraico e mais de 450 artigos e ensaios em revistas e jornais israelitas e internacionais, estando a sua obra traduzida por todo o mundo, e quase toda traduzida em português.

Amoz Oz ganhou vários prémios, incluindo o Prémio Israel, Prémio Goethe (2005), o Príncipe das Astúrias (2007), o Femina estrangeiro (1988) e Franz Kafka (2013).

Foi ainda distinguido com a Legião de Honra de França, em 1997, e era permanentemente apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

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