O Museu de Arqueologia tem patente, a partir de hoje, uma exposição permanente sobre a “Hi(é)stórias que o nosso mar preservou”, com enfoque nos artefactos encontrados nas águas de Cabo Verde durante o século XV a XVII.

Na abertura da exposição, que aconteceu esta segunda-feira numa das salas do Museu de Arqueologia, na Cidade da Praia, a coordenadora técnica do Museu, Dúnia Pereira, explicou que nesta exposição quiseram mostrar a utilidade que alguns artefactos tiveram a bordo dos navios que não tinham Cabo Verde como rota principal, mas como um ponto de passagem, mas que acabaram por naufragar nos mares do país.

“Nós procuramos trazer aqui uma exposição temática, não uma exposição por naufrágio, como nós tínhamos anteriormente, dando enfoque às peças que têm a ver com a navegação, peças utilizadas a bordo, peças que têm a ver com higiene e medicina (…) as mercadorias que estavam a bordo, (…) na cozinha e a vida a bordo”, disse.

Conforme indicou, a exposição retrata ainda as embarcações, as rotas e os navegadores que passaram por Cabo Verde.

O roteiro da exposição inicia com uma viagem pela réplica do Astrolábio ibérico do século XVII, uma peça única banhada em prata, encontrada nos mares de Cabo Verde, cujo original está no Museu Metropolitana de Nova Iorque, nos Estados Unidos de América, informou.

Nas 10 vitrines expostas ainda é possível ver os instrumentos de navegação e equipamentos de embarcação, as joias, os relógios, as moedas e objectos utilizados a bordo e as mercadorias, os artefactos medicinais e higiene, os objectos de cozinha e culinária a bordo e equipamentos bélicos.

Segundo o presidente do Instituto de Património Cultural, Jair Fernandes, que fez a abertura da exposição, através desses recursos querem que o público conheça a história de Cabo Verde e a importância que o país teve, a partir do século XVI.

Sendo que muitas peças encontradas nos mares de Cabo Verde estão expostas noutros museus, assegurou que através da cooperação existente entre os museus há possibilidade de trazerem algumas peças que estão noutros museus, cuja temática assemelha muito ao Museu de Arqueologia, para o país.

Tal como tinha anunciado o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Jair Fernandes informou que até inicio do próximo ano vão levar o Museu de Arqueologia para um novo espaço no Platô (centro da Cidade da Praia), com um novo conceito museológico e com uma nova abrangência em termos territorial.

Enquanto isso, no âmbito do projecto” Museu de Cabo Verde” vão continuar a renovar as exposições no museu, fazer uso das peças provenientes dos naufrágios, mas também da arqueologia terrestre, referiu.

Posteriormente, este espaço será utilizado para exposições temporárias e como espaço didáctico pedagógico, para a realização de actividades lúdicas nas escolas e outros espaços públicos.

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