De acordo com o museu, a exposição, que é inaugurada às 18:00, seguida de debate, resulta da reportagem realizada pelo fotojornalista da agência Lusa, em 2012, “Tarrafal – entre a resistência e o risco de esquecimento”.

A Colónia Penal do Tarrafal, situada no lugar de Chão Bom do concelho do Tarrafal, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, também conhecido como Campo de Concentração do Tarrafal, começou a funcionar em 29 de outubro de 1936, com a chegada dos primeiros presos políticos.

Entre estes contavam-se participantes no levantamento de 18 de janeiro de 1934, na Marinha Grande, e na chamada Revolta dos Marinheiros, de 1936.

O campo prisional foi criado durante a ditadura do Estado Novo, com o objetivo de isolar os prisioneiros ligados a lutas políticas e sociais e, mais tarde, combatentes pela independência dos antigos territórios sob administração portuguesa, recebendo-os com muito más condições.

Foram 36 os prisioneiros que morreram no Tarrafal: 32 portugueses, dois angolanos e dois guineenses, segundo os registos do campo.

A inauguração da exposição será seguida do debate “A memória do Tarrafal”, com a participação dos investigadores Alfredo Caldeira, Filipa Raimundo e Silvestre Lacerda.

António Cotrim começou a trabalhar na área da comunicação social em 1974, tendo passado pelas agências noticiosas Lusitânia, ANOP, Notícias de Portugal e, atualmente, Lusa.

Colaborou também com o Semanário Tal & Qual e com o jornal desportivo Record.

Outra exposição de fotografia de António Cotrim, intitulada “Rostos de Timor”, já esteve patente em vários espaços, nomeadamente na Assembleia da República, em Lisboa, e ali foi visitada pelo presidente do parlamento de Timor-Leste, Adérito Hugo da Costa, e do seu homólogo português, Eduardo Ferro Rodrigues.

“Rostos de Timor”, de António Cotrim, distinguido com o Prémio Gazeta 2014, assinalou os 25 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz, em Díli, ocorrido a 12 de novembro de 1991.

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