A sessão de apresentação do livro vai ter como oradores Vítor Ramalho, Inocência Mata e José Luís Hopffer Almada. O momento de música vai ser garantido por Necas Prazeres, enquanto Virgínia Correia vai declamar poesia.

Neste livro, Adolfo Maria fala do Mundo e das gentes e desvenda-se, através de poemas, numa centena de páginas, divididas pelos temas do Exílio, do Amor, da Saudade, da Mulher, da Meditação e da Finitude.

Na abertura do livro de poemas “O Que Falta”, o autor refere: “(…) quando alguém esteve empenhado em combates pela dignidade humana, esperam-se dele escritos ou discursos de análise, denúncia, encorajamento em vez de poemas (…) no meu caso, dediquei a já razoavelmente longa vida a esses combates (…). Sucedeu que, nessa luta contra a opressão das pessoas e dos povos (duros combates físicos e psíquicos!), a minha sensibilidade captava os sofrimentos e esperanças, a mente não deixava de questionar a realidade que fui encontrando e vivendo. Por vezes registei em prosa e mais raramente em verso o que sentia e pensava.”

Adolfo Maria acrescenta: “Agora, cheguei a uma fase da vida onde o espaço da acção está naturalmente suplantado pelo da meditação, o que propicia momentos de escrita sob a forma de poemas, numa vontade de falar a quem procura sentir o mundo (falar de… exílio, amor, saudade…). Para mim é ‘O Que Falta’”.

Adolfo Maria, nascido em Luanda, entregou-se desde a sua juventude à luta nacionalista pela independência de Angola.  Tem publicado vários lirvos “Angola, Sonho e Pesadelo”, “Angola no Tempo da Ditadura Democrática Revolucionária – Poética do Auto-Cárcere”, “Angola – Contributos à Reflexão” e os romances “Naquele dia naquele Cazenga” e “Na terra dos TTR”. Todas estas obras foram editadas pela Edições Colibri, em Lisboa.

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