“Quando estamos no desenvolvimento do negócio, tentando adquirir licenças ou fazer parcerias em África, conseguimos sentir bem a concorrência”, disse Gilbert Yevi, em entrevista à agência de informação financeira Bloomberg durante a ‘Africa Oil Week’, que decorre esta semana na Cidade do Cabo.

“É como uma nova corrida ao ouro na Califórnia”, apontou o presidente da petrolífera Sasol, referindo-se à subida dos preços do petróleo e ao retomar da aposta no continente por parte das principais petrolíferas a nível mundial.

Na conferência do ano passado, o preço do barril de petróleo estava abixo dos 50 dólares, e para além das petrolíferas africanas como a Tullow ou a Sasol, poucas mostravam interesse em apostar no continente, contextualiza a Bloomberg, notando que, um ano depois, “os países afrincaos estão a planear vender licenças de exploração ou avançar com grandes projetos”.

O prémio, relembra a Bloomberg, está nos 41 mil milhões de barris que podem estar ainda por explorar na África subsaariana, segundo um estudo geológico norte-americano, de 2016.

Este ano, o número de poços de petróleo e de gás no continente atingiu o valor mais alto dos últimos três anos, e pode ainda aumentar com a entrada da República Democrática do Congo na Organização de Países Exportadores de Petróleo.

Sobre Moçambique, a Bloomberg lembra que o país “vai rececer 156 mil milhões de dólares em receitas fiscais por parte da Exxon, que está a planear a maior central de gás natural líquido no norte do país” e acrescenta que também a Total e a Eni estão perto de garantir os acordos de produção partilhada na Costa do Marfim.

O otimismo de Yevi, no entanto, é temperado com algumas cautelas, nomeadamente a capacidade de os governos direcionarem as receitas para outros setores que permitam a diversificação das economias dependentes de matérias primas.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here