Djatá afirmou que a polícia mandou os alunos dispersarem de uma reunião que estavam a tentar organizar nas instalações de uma escola após terem sido impedidos de realizar uma manifestação em frente À sede do Governo em Bissau.

“Usaram granadas de gás lacrimogéneo para nos obrigar a sair da escola. Um colega ficou ferido e está a receber tratamento médico no hospital”, disse Margarida Djatá.

A manifestação seria o protesto dos alunos perante a greve dos docentes das escolas públicas. O Governo decretou a abertura do ano letivo em outubro, mas devido à greve dos professores as escolas públicas ainda não abriram as portas e hoje os alunos de todos estabelecimentos guineenses decidiram sair à rua de Bissau.

Em sinal de solidariedade, os alunos das escolas privadas também se juntaram à manifestação.

O presidente das associações dos alunos das escolas públicas e privadas da Guiné-Bissau (CAAEPP-GB), Bucar Camará, indicou que a manifestação visou exigir ao Governo “a retoma rápida” das aulas, bem como a publicação de notas nas escolas de formação de professores.

A greve dos docentes visa reclamar o pagamento de salários aos contratados e novos ingressos na profissão, bem como aplicação do estatuto da carreira docente, aprovado pelo Governo desde 2011, mas nunca implementado.

A polícia acusa os alunos de terem tentado cortar vias públicas com queima de pneus na estrada e ainda de terem organizado uma manifestação fora do quadro legal.

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