A longa-metragem brasileira Benzinho e a curta documental portuguesa Vou-me despedir do rio venceram neste domingo, em Santa Maria da Feira, a 21.ª edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro, disputada por um total de 31 filmes.

Outras obras em relevo nessas categorias foram ainda as curtas Torre, com que os Cineclubes distinguiram a realização da brasileira Nádia Mangolini, e Tudo o que imagino, com que o Júri compensou o trabalho da portuguesa Leonor Noivo. Ambas as distinções atribuídas pela Crítica, por sua vez, privilegiaram a cinematografia brasileira, premiando a longa Pendular, de Júlia Murat, como a curta Superpina, de Jean Santos.

O mesmo aconteceu com o Prémio Revelação: nas longas-metragens, a nova promessa é o realizador André Lage, pelo filme Los Leones, e nas curtas Safira Moreira, que dirigiu Travessia. Quanto à representação, só houve prémios na categoria relativa aos filmes mais extensos e os eleitos também foram actores brasileiros: Martha Nowill, do filme Vermelho Russo, e André Guerreiro, de A moça do calendário.

Mais favoráveis ao desempenho português foram as três menções honrosas atribuídas pelo júri à longa-metragem Vermelho Russo, uma co-produção luso-brasileira realizada por Charly Braun, e às curtas portuguesas Laura, de Tânia Dinis, e Habitado, de Daniela Fortuna.

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