Um golo de Ricardinho, apontado aos 59 segundos da primeira parte, adiantou os portugueses, com os espanhóis a igualarem a um minuto do intervalo, por Tolrá.

Já no segundo tempo, a Espanha ainda operou a reviravolta, aos 13 minutos do segundo tempo, por Lin, mas Bruno Coelho voltou a empatar a partida, perto do final do tempo regulamentar.

Esta é a primeira vez que a seleção portuguesa se sagra campeã da Europa de futsal. A chegada da seleção ao aeroporto de Lisboa está prevista para este domingo às 13.30 horas. Segue-se a receção pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, às 15 horas, avançou a RTP.

O autor do golo da inédita vitória, Bruno Coelho, realçou a importância coletiva do triunfo frente à Espanha, por 3-2, após prolongamento.

“O mais importante é a vitória da equipa. Estou feliz por ter contribuído com os golos, mas realço a crença da equipa. Temos uma responsabilidade enorme a partir de agora. Somos os campeões da Europa e as equipas que jogarem contra nós vão dar o máximo”, afirmou o jogador do Benfica, em declarações à RTP.

Bruno Coelho marcou o golo que valeu o prolongamento à equipa das “quinas”, aos 39 minutos, e sentenciou a final, aos 50, na conversão de um livre direto, depois de um susto durante o tempo regulamentar. “Aleijei-me na primeira parte e fiquei a sofrer porque pensei que não conseguiria voltar ao jogo. Consegui voltar e fiz o golo do empate. Esta conquista só mostra a união desta equipa. Todos juntos conseguimos demonstrar que temos uma excelente seleção e não é por acaso que este título surge agora”, referiu.

selecionador de futsal, Jorge Braz, considerou que o título inédito alcançado por Portugal é o merecido reconhecimento da valia desta seleção. “O caminho é este e sabíamos que, mais tarde ou mais cedo, iríamos conseguir uma vitória. Tinha de cair para nós. Caiu agora e estamos muito felizes”, disse Jorge Braz, em Ljubljana, em declarações à RTP.

O selecionador nacional considerou este dia um dos mais felizes da sua vida, e não só pelo título conquistado, mas por todo o ambiente que o rodeou. Pela família do futsal, pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e pela própria família. “Toda a gente estava com a convicção de que iríamos conseguir ganhar. Sabíamos muito bem o que queríamos e íamos lutar por isso. Estávamos a sentir isso e, ao intervalo, sentimos que isto ia cair para nós, apesar das dificuldades que estávamos a sentir”, disse.

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