Presidente do Parlamento são-tomense preside cerimónia de 3 Fevereiro, dia dos heróis da liberdade na ausência do PR

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O Presidente da Assembleia Nacional, (Parlamento são-tomense), Delfim Neves presidiu esta manhã o acto central de 3 de Fevereiro, Dia  dos heróis da liberdade, em cerimónia marcada pela ausência do Presidente da República, Evaristo Carvalho conforme estava previsto no programa de comemoração deste 66º aniversário do histórico Massacre de 1953.

Na Praia Fernão Dias, no distrito de Lobata, tudo começou logo após a chagada ao local da tradicional marcha da liberdade que partiu da cidade capital de São Tomé até ao local, onde por voltas das 10 horas, Presidente do Parlamento, Delfim Neves deu início a cerimónia através de deposição de coroa de flores e a chama da liberdade no memorial dos mártires do histórico massacre perpetuado pelo então poder colonial do governador Carlos Gorgulho.

Além da deposição de coroa de flores no memorial, a cerimónia contou ainda com momentos de orações e cânticos de diferentes confissões religiosas, jograis e encenações sobre o massacre dentre, outas manifestações culturais e religiosas.

“ Este encontro é a força, a união e a vontade de Deus” dizia um coro da igreja Evangélica Assembleia de Deus, que na sua oração suplicou a “ Deus para abençoar a Nação são-tomense e promover a prosperidade na Paz do Senhor”.

Em declarações a imprensa o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus disse que “estamos a celebrar um dia de memória, um dia de história, mas também um dia de reflexão sobre o nosso presente e sobre as expetativas que existem em relação ao desenvolvimento”.

Além do acto central desta manhã na praia Fernão Dias, este 66º aniversário do massacre de 1953 foi também marcado ao longo da semana por várias actividades culturais e politicas sobre 3 de Fevereiro de 1953, a data relevante na história da luta de libertação nacional, uma vez que marcou o início de uma revolta contra a ocupação colonial portuguesa de cerca de 500 anos (1470-1975) e que ceifou vida de muitos nativos da ilha de São-Tomé que se oponham as acções do então governador português Carlos Gorgulho.

A data simboliza a determinação, o patriotismo e coragem de muitos compatriotas são-tomenses que contribuíram com ações de revolta, outros com a própria vida, para a germinação da liberdade, tendo como prelúdio os acontecimentos do histórico 3 de Fevereiro de 1953, que culminou no dia 12 de Julho de 1975, com a proclamação da Independência Nacional de São-Tomé e Príncipe.

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