O presidente Berset elogiou os progressos realizados no processo de paz, enquanto o presidente Nyusi agradeceu à Suíça pelo seu apoio contínuo”, anuncia em comunicado o Departamento Federal de Administração Interna suíço.

A Suíça participa no atual processo de diálogo desde 2016 e lidera um grupo de contacto que está a apoiar as duas partes, Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), a alcançarem um acordo de paz.

O país europeu tem ainda prestado apoio ao processo de descentralização do poder, assim como noutras áreas, refere-se no comunicado.

O encontro de hoje surge no seguimento da visita oficial de Filipe Nyusi à Suíça, em fevereiro.

As relações entre a federação helvética e Moçambique remontam ao século XIX, quando missionários da parte francófona da Suíça chegaram à antiga colónia portuguesa

A Suíça tem representação diplomática em Moçambique desde 1922, transformada em embaixada em 1977, após a independência do país, em 1975.

Uma câmara de comércio suíço-moçambicana foi criada em 2017.

O líder moçambicano partiu na terça-feira de Maputo e parou em Berna antes de aterrar hoje em Itália, para uma visita oficial ao Vaticano, em que o processo de paz deverá ser tema de conversa com o papa Francisco na sexta-feira.

O Governo da Frelimo e a Renamo estão a negociar um novo acordo, depois do cessar-fogo sem limite anunciado em dezembro de 2016 pelo líder da oposição, Afonso Dhlakama, que morreu devido a complicações de saúde em 03 de maio deste ano.

As armas calaram-se no centro do país, zona de conflito, e as negociações em curso culminaram, em fevereiro, no consenso para a descentralização do poder a nível local e provincial, o que levou à revisão da Constituição em maio.

Um outro entendimento foi alcançado em julho relativamente a assuntos militares, que se espera leve ao desarmamento, desmobilização e reintegração das forças da Renamo e abra caminho para que seja selada paz duradoura em Moçambique.

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