Primeiro Ministro são-tomense: «Trump escolheu o isolacionismo»

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Primeiro-Ministro de S. Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada
Primeiro-Ministro de S. Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, considerou hoje que o Presidente norte-americano, Donald Trump, “escolheu mais uma vez o isolacionismo” ao abandonar o acordo de Paris.

«Eu espero que nesse combate, que é de todos, o Presidente Trump não escolha mais uma vez o isolacionismo e fique no seu cantinho, porque afinal de contas em matéria climática ninguém pode estar de fora», disse o primeiro-ministro são-tomense.

Patrice Trovoada reconheceu que a decisão do Presidente dos EUA ´é soberana´, mas lembrou que é preciso perceber que o acordo de Paris – que São Tomé e Príncipe também ratificou – é uma `decisão bastante importante e fundamental para o futuro do planeta´.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou na quinta-feira a saída dos EUA do acordo de Paris relativo às alterações climáticas e que está preparado para negociar um novo tratado.

«Na altura, quando os Estados Unidos decidiram aderir (à COP21), o presidente Obama disse que essa nossa geração é a primeira a sofrer de uma maneira palpável as consequências das mudanças climáticas e é a ultima que tem a oportunidade de inverter a situação», lembrou Patrice Trovoada.

«Daí o engajamento americano e também daí a incompreensão do mundo com a decisão de Donald Trump de se retirar do acordo que todos nós assinámos, incluindo os próprios Estados Unidos», acrescentou.

Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro são-tomense referiu a China, os Estados Unidos e a Índia como ´os maiores poluidores´ do planeta e disse que ´países inocentes´ como São Tomé e Príncipe sofrem as consequências das mudanças climáticas.

Patrice Trovoada considerou que, mesmo tendo abandonado o acordo de Paris, os EUA ainda têm responsabilidades na sua execução.

«Para sair do tratado há uma série de procedimentos que demoram alguns anos e que eu espero que mesmo tomando essa decisão os Estados Unidos irão cumpri-los», disse o governante são-tomense.

Concluído em 12 de dezembro de 2015 na capital francesa, assinado por 195 países e já ratificado por 147, o acordo entrou formalmente em vigor em 04 de novembro de 2016, e visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.

Portugal ratificou o acordo de Paris em 30 de setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61.º do mundo.

O acordo histórico teve como `arquiteto´” centrais os Estados Unidos, então sob a presidência de Barack Obama, e a China, e a questão dividiu a recente cimeira do G7 na Sicília, com todos os líderes a reafirmarem o seu compromisso em relação ao acordo, à exceção de Donald Trump.

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